“O tempo rodou num instante, nas voltas do meu coração”. A cada dia que passa as músicas do Chico fazem mais sentido para mim. Hoje, com recém 24 anos completados (sim, queridos leitores, fiz aniversário essa semana) vejo como o mundo é essa grande roda-viva.
São 24 anos de esforços para tentar guiar o destino, os sentimentos e não é que “eis que chega a roda-vida e carrega o nosso destino para lá”.
Bom, não estou aqui para reclamar da minha impotência diante do meu futuro. Mas sim para dizer que hoje me sinto mais capaz de lidar bem melhor com essa roda-viva. Continuo querendo ter voz ativa e toda essa história, mas tenho consciência de que mesmo que tomemos as rédeas de nossas vidas (e temos que fazer isso de qualquer jeito), o destino sempre acaba nos surpreendendo e mudando nosso rumo. O que é ótimo! Afinal, já imaginou que chatice seria se soubéssemos exatamente o que nos aguarda daqui há 5, 10 ou 20 anos? Deus me livre! Bom mesmo é ser surpreendida, é passar por coisas que não imaginávamos, ter atitudes que antes tínhamos como impensadas, conhecer pessoas e lugares que (a princípio) não têm nada a ver conosco.
A única coisa que lamento é ter demorado em conseguir ver isso, para conseguir lidar com a vida. Mas não nascemos sabendo, né? E inclusive a minha fase dependente, na qual eu tinha a doce ilusão de que controlava todos os aspectos da minha vida, foi mais do que necessária, para que eu tomasse os meus tombos e aprendesse que a vida é muito mais do que nosso mundinho, nossa redoma de vidro. E para aprender é preciso quebrar esse vidro, é preciso deixar se intoxicar de vida, de imprevistos, de incertezas. Para aí sim, poder desfrutar das coisas que surgem nessa roda-viva.Sigo tomando muitos tombos no meu caminho, mas agora eles são diferentes. O prazer de levantar deles é enorme, e poder ver que a vida sempre nos dá de presente a mão amiga que nos ajuda a levantar (sim, sempre haverá uma mão amiga). O fato é que depois que consegui ver as coisas sob uma ótica diferente, parece que mundo gira rápido demais. São mil coisas que acontecem em tão pouco tempo. Será que foi o mundo que cresceu ou foi meu coração que deu mil voltas?
sexta-feira, 14 de março de 2008
sábado, 8 de março de 2008
Ser mulher é...
Ser mulher é... uma infinidade de possibilidades. Mas com certeza a melhor coisa do mundo.
Nesse dia internacional da mulher quero compartilhar com vocês a maravilha e os perrengues de ser (ou pelo menos tentar ser) essa mulher do século XXI. Mas, afinal o que é ser essa mulher? Uma vez descrevi a uma grande amiga dizendo que ela é a típica mulher do século XXI: firme, decidida, que sabe o que quer, que corre atrás, que vai à luta, que conquista seu espaço, que não tem medo do que os outros pensam, que segue o coração, que vive intensamente, que chora quando acha que as coisas não estão dando certo, que precisa de colo de vez enquando, que dá a volta por cima depois de um mega tombo, que é cheia de contradições. É isso e muito mais. É carregar dentro de si um milhão de contradições: ser forte na profissão, determinada para conquistar o que se deseja, e ao mesmo tempo ser uma manteiga derretida quando apaixonada; é ser independente, firme e ao mesmo tempo frágil, sensível; saber o que quer em vários aspectos, e não ter idéia de que atitude tomar, que roupa vestir.
Não é fácil carregar dentro de si um mundo de contradições. Afinal, a mulher do século XXI é essa que pegou as caracteríticas que antes eram tidas como do sexo oposto (afinal, para fazer frente a eles e conquistarmos nosso espaço o mundo nos exige, força, firmeza, racionalidade, segurança) e fez com que elas convivessem com o que acham que é típico nosso (desde que o mundo é mundo as pessoas dizem que mulheres são seres sensíveis, passionais, intuitivas). Se já não era fácil conviver com esses opostos quando cada um habitava sexos distintos, imagina agora que eles habitam o mesmo corpo? Eu digo por mim. É duro, é difícil, é complicado. Às vezes acho que não vou dar conta, que explodirei com tanta confusão. Como posso dar conta de conviver com sentimentos tão distintos ao mesmo tempo? Não é nada fácil defender a sua independencia, acreditar que pode-se ser muito feliz não vivendo um amor romântico, e, ao mesmo tempo, ficar morrendo de vontade de viver uma comédia romântica, de querer alguém para ser seu cobertor de orelha, seu confidente, com quem se vê os filmes que você adora, toma vinho e tem uma boa conversa. É complicado querer construir uma carreira, ter que se dedicar de corpo e alma a uma profissão, e também querer construir uma família, ter seus filhos, pessoinhas que temos que dedicar muito mais do que nosso corpo e alma, mas nosso amor, nosso coração, nosso tempo, nossa paciência, nosso TUDO.
Não é fácil. Mas é maravilhoso ter isso tudo dentro da gente, de poder construir um mundo muito particular, muito complexo, muito gostoso. E que criatura na face da terra não se admira ao ter diante de si uma dessas mulheres do século XXI?
Nesse dia internacional da mulher quero compartilhar com vocês a maravilha e os perrengues de ser (ou pelo menos tentar ser) essa mulher do século XXI. Mas, afinal o que é ser essa mulher? Uma vez descrevi a uma grande amiga dizendo que ela é a típica mulher do século XXI: firme, decidida, que sabe o que quer, que corre atrás, que vai à luta, que conquista seu espaço, que não tem medo do que os outros pensam, que segue o coração, que vive intensamente, que chora quando acha que as coisas não estão dando certo, que precisa de colo de vez enquando, que dá a volta por cima depois de um mega tombo, que é cheia de contradições. É isso e muito mais. É carregar dentro de si um milhão de contradições: ser forte na profissão, determinada para conquistar o que se deseja, e ao mesmo tempo ser uma manteiga derretida quando apaixonada; é ser independente, firme e ao mesmo tempo frágil, sensível; saber o que quer em vários aspectos, e não ter idéia de que atitude tomar, que roupa vestir.
Não é fácil carregar dentro de si um mundo de contradições. Afinal, a mulher do século XXI é essa que pegou as caracteríticas que antes eram tidas como do sexo oposto (afinal, para fazer frente a eles e conquistarmos nosso espaço o mundo nos exige, força, firmeza, racionalidade, segurança) e fez com que elas convivessem com o que acham que é típico nosso (desde que o mundo é mundo as pessoas dizem que mulheres são seres sensíveis, passionais, intuitivas). Se já não era fácil conviver com esses opostos quando cada um habitava sexos distintos, imagina agora que eles habitam o mesmo corpo? Eu digo por mim. É duro, é difícil, é complicado. Às vezes acho que não vou dar conta, que explodirei com tanta confusão. Como posso dar conta de conviver com sentimentos tão distintos ao mesmo tempo? Não é nada fácil defender a sua independencia, acreditar que pode-se ser muito feliz não vivendo um amor romântico, e, ao mesmo tempo, ficar morrendo de vontade de viver uma comédia romântica, de querer alguém para ser seu cobertor de orelha, seu confidente, com quem se vê os filmes que você adora, toma vinho e tem uma boa conversa. É complicado querer construir uma carreira, ter que se dedicar de corpo e alma a uma profissão, e também querer construir uma família, ter seus filhos, pessoinhas que temos que dedicar muito mais do que nosso corpo e alma, mas nosso amor, nosso coração, nosso tempo, nossa paciência, nosso TUDO.
Não é fácil. Mas é maravilhoso ter isso tudo dentro da gente, de poder construir um mundo muito particular, muito complexo, muito gostoso. E que criatura na face da terra não se admira ao ter diante de si uma dessas mulheres do século XXI?
terça-feira, 4 de março de 2008
Encontros e despedidas
“A vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros pela vida”, já diria o mestre Vinícius de Moraes, o cara que sabia das coisas. Eu não posso fazer nada mais do que concordar e colocar aqui minhas reflexões sobre esse tema de encontros e desencontros.
Mas porque diabos, resolvi falar disso logo agora? Simples. Tudo isso resultou de uma conversa com alguém que não via há algum tempo, e conversando sobre o que era aquilo, porque de repente já não nos víamos com tanta freqüência, e quando nos encontramos “por acaso” rolou uma energia super bacana. Essa pessoa me soltou uma frase que me fez refletir muito. Ela me disse que tudo isso era “uma questão de encontro”. Nada mais nada menos que isso. Não, não estavam envolvidas questões complexas como desejos, expectativas, jogos e toda essa história, apenas encontros, e eu diria mais, desencontros também.
É, a vida prega cada peça na gente. Não adianta fazermos planos, criarmos expectativas e esperanças que a danada da vida se encarrega de providenciar os encontros e os desencontros que colocam tudo a perder, ou nos dão uma nova chance.
Fiquei pensando nisso não em relação a esse desencontro seguido de um novo encontro, mas também nos tantos outros encontros e desencontros que tive durante esse quase 24 anos de vida (ai, que já está chegando). Foram encontros fugazes, marcantes, divertidos, alguns que me fizeram perder a cabeça, outros que não conseguiram sequer desviar a minha atenção. Assim como foram tantos os encontros também foram os desencontros, alguns dramáticos, tristes, desesperadores, outros leves como uma brisa, daqueles que é resultado de um forte abraço, um sorriso no rosto e um até logo.Ainda não sei aonde chegarei com tanta divagação, acho que as coisas começaram a ficar um pouco confusas, né? O que é muito normal em se tratando da minha pessoa. Enfim, acho que a única coisa que eu queria dizer mesmo, o Vinícius já disse. Então, relaxemos que a vida se encarrega dos encontros.
Mas porque diabos, resolvi falar disso logo agora? Simples. Tudo isso resultou de uma conversa com alguém que não via há algum tempo, e conversando sobre o que era aquilo, porque de repente já não nos víamos com tanta freqüência, e quando nos encontramos “por acaso” rolou uma energia super bacana. Essa pessoa me soltou uma frase que me fez refletir muito. Ela me disse que tudo isso era “uma questão de encontro”. Nada mais nada menos que isso. Não, não estavam envolvidas questões complexas como desejos, expectativas, jogos e toda essa história, apenas encontros, e eu diria mais, desencontros também.
É, a vida prega cada peça na gente. Não adianta fazermos planos, criarmos expectativas e esperanças que a danada da vida se encarrega de providenciar os encontros e os desencontros que colocam tudo a perder, ou nos dão uma nova chance.
Fiquei pensando nisso não em relação a esse desencontro seguido de um novo encontro, mas também nos tantos outros encontros e desencontros que tive durante esse quase 24 anos de vida (ai, que já está chegando). Foram encontros fugazes, marcantes, divertidos, alguns que me fizeram perder a cabeça, outros que não conseguiram sequer desviar a minha atenção. Assim como foram tantos os encontros também foram os desencontros, alguns dramáticos, tristes, desesperadores, outros leves como uma brisa, daqueles que é resultado de um forte abraço, um sorriso no rosto e um até logo.Ainda não sei aonde chegarei com tanta divagação, acho que as coisas começaram a ficar um pouco confusas, né? O que é muito normal em se tratando da minha pessoa. Enfim, acho que a única coisa que eu queria dizer mesmo, o Vinícius já disse. Então, relaxemos que a vida se encarrega dos encontros.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Da Solidão
"Há muitas pessoas que sofrem do mal da solidão. Basta que em redor delas se arme o silêncio, que não se manifeste aos seus olhos nenhum presença humana, para que delas se apoderem imensa angústia: como se o peso do céu desabasse sobre a sua cabeça, como se dos horizontes se levantasse o anúnico do fim do mundo.
No entanto, haverá na terra verdadeira solidão? Não estamos todos cercados por inúmeros objetos, por infinitas formas da Natureza e o nosso mundo particular não está cheio de lembranças, de sonhos, de raciocínios, de idéias, que impedem uma total solidão?" (...)
(Cecília Meireles - Da Solidão)
Difícil é não se sentir só com tanta falta da verdadeira presença humana. Lembranças, sonhos, idéias acabam por encher ainda mais a sensação de vazio. O mundo se torna particular demais para a menina que ainda tem medo do escuro, do inseguro, e dos fantasmas da sua voz.
No entanto, haverá na terra verdadeira solidão? Não estamos todos cercados por inúmeros objetos, por infinitas formas da Natureza e o nosso mundo particular não está cheio de lembranças, de sonhos, de raciocínios, de idéias, que impedem uma total solidão?" (...)
(Cecília Meireles - Da Solidão)
Difícil é não se sentir só com tanta falta da verdadeira presença humana. Lembranças, sonhos, idéias acabam por encher ainda mais a sensação de vazio. O mundo se torna particular demais para a menina que ainda tem medo do escuro, do inseguro, e dos fantasmas da sua voz.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Titanic - a saga continua
É queridos leitores, sigo vivendo num Titanic. Para quem não sabe do que eu estou falando basta dar uma visitadinha básica no meu blog antigo, com as aventuras argentinas, e dar uma conferida na primeira e na segunda aventuras aquáticas que persistem em me perseguir. É isso mesmo! Mesmo longe daquela casinha que persistia em alagar, cá estou eu de novo à voltas à alagamentos, e à água, muita água (ainda bem que frequentei o Golfinho de Ouro na minha infância - senão não teríamos o relato nem do primeiro naufrágio).
Tudo começou com a nossa querida máquina de lavar, que mais parece um iceberg, que o digam os caras que fizeram a nossa mudança. Eu como a boaaaaaaaa dona de casa que sou coloquei a roupa suja pra lavar e lá fui eu me entreter com as minhas coisinhas: preparar aulas, ler, procurar artigos de primeira necessidade na internet, escutar música, falar com os amigos, fazer uns telefonemas, resolver um problemas... Enfim, até esquecer da roupa suja que tinha deixado para lavar.
Até que, de repente, não mais que de repente a campainha toca. Poxa, que estranho, fui lá ver qual era. O vizinho da frente, apontadno para o chão, e perguntando se vinha daqui de casa. No primeiro momento a ficha nem caiu, só vi a enorme rachadura no chão (eu tão lesada até achei que ele tava falando disso, e pensei, putz! mas isso deve vir do apartamento do lado, eles que estão reformando) e disse que ia dar uma olhada. Fui na cozinha dar uma conferida... e Plin, Plin! Putz! Tava tudo alagado! Já dava para nadar na área de serviço.
Não acredito! Vou desligar a máquina, mas a louca não para de jorrar água, tenho que ser radical e fechar o registro. Aff! Ó céus, ó vida! O jeito é arregaçar as mangas, ou melhor, a barra da calça e passar o rodo. Me dirijo ao corredor para falar com o vizinho. Tive ver o que os meus olhos definitivamente não queriam ver. Tinha água pra tudo quanto é lado, se perigar até invadindo os apartamentos alheios, sei que tinha água decendo escada abaixo, a situação tava feia. Ainda bem que moro no primeiro andar, imagina a água chegando a todos os moradores!
Então lá foi D. Flávia passar o rodo e dar um jeito na situação. Graças à alma bondosa da vizinha da frente, tive o reforço da moça que trabalha por lá, senão ficaria a tarde toda por conta de dar um fim naquele mar que saia por debaixo da minha porta. Passa o rodo aqui, passa o pano lá, torce o pano acolá, torna passar o rodo... E assim foi até mandar tudo garagem afora, secar tudo prédio adentro. Uff! O equivalente a uma semana de hidroginástica.
Doce ilusão de que tinha tudo acabado, mamãe chegou e a casa ainda estava alagada. E lá fomos nós, trabalhadoras braçais pra fuça para domar a força das águas. E mais rodo, mais pano e... Ufa! Tudo seco, tudo limpo, tudo lindo, e toda quebrada, toda molhada, toda arrasada. Mais um naufrágio, e mais uma vez sobrevivente euxaurida e com a leve impressão de que quando menos esperar essa saga vai me perseguir de novo. Força! Mas não sei... Sinto falta de alguma coisa nessa história... sei lá uma coisa assim bonita que se afoga...
Tudo começou com a nossa querida máquina de lavar, que mais parece um iceberg, que o digam os caras que fizeram a nossa mudança. Eu como a boaaaaaaaa dona de casa que sou coloquei a roupa suja pra lavar e lá fui eu me entreter com as minhas coisinhas: preparar aulas, ler, procurar artigos de primeira necessidade na internet, escutar música, falar com os amigos, fazer uns telefonemas, resolver um problemas... Enfim, até esquecer da roupa suja que tinha deixado para lavar.
Até que, de repente, não mais que de repente a campainha toca. Poxa, que estranho, fui lá ver qual era. O vizinho da frente, apontadno para o chão, e perguntando se vinha daqui de casa. No primeiro momento a ficha nem caiu, só vi a enorme rachadura no chão (eu tão lesada até achei que ele tava falando disso, e pensei, putz! mas isso deve vir do apartamento do lado, eles que estão reformando) e disse que ia dar uma olhada. Fui na cozinha dar uma conferida... e Plin, Plin! Putz! Tava tudo alagado! Já dava para nadar na área de serviço.
Não acredito! Vou desligar a máquina, mas a louca não para de jorrar água, tenho que ser radical e fechar o registro. Aff! Ó céus, ó vida! O jeito é arregaçar as mangas, ou melhor, a barra da calça e passar o rodo. Me dirijo ao corredor para falar com o vizinho. Tive ver o que os meus olhos definitivamente não queriam ver. Tinha água pra tudo quanto é lado, se perigar até invadindo os apartamentos alheios, sei que tinha água decendo escada abaixo, a situação tava feia. Ainda bem que moro no primeiro andar, imagina a água chegando a todos os moradores!
Então lá foi D. Flávia passar o rodo e dar um jeito na situação. Graças à alma bondosa da vizinha da frente, tive o reforço da moça que trabalha por lá, senão ficaria a tarde toda por conta de dar um fim naquele mar que saia por debaixo da minha porta. Passa o rodo aqui, passa o pano lá, torce o pano acolá, torna passar o rodo... E assim foi até mandar tudo garagem afora, secar tudo prédio adentro. Uff! O equivalente a uma semana de hidroginástica.
Doce ilusão de que tinha tudo acabado, mamãe chegou e a casa ainda estava alagada. E lá fomos nós, trabalhadoras braçais pra fuça para domar a força das águas. E mais rodo, mais pano e... Ufa! Tudo seco, tudo limpo, tudo lindo, e toda quebrada, toda molhada, toda arrasada. Mais um naufrágio, e mais uma vez sobrevivente euxaurida e com a leve impressão de que quando menos esperar essa saga vai me perseguir de novo. Força! Mas não sei... Sinto falta de alguma coisa nessa história... sei lá uma coisa assim bonita que se afoga...
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Reencontros
Esse fim de semana foi de reencontros. Muito bom ver e ter o tempo de conversar com amigos que fizeram parte do meu dia-a-dia por quatro anos e que depois, por motivos mil, acabaram se tornando lembranças, fotos, casos, risadas em conversas sobre o passado... Engraçado poder reviver a presença dessas pessoas, tirar da poeira os casos e as lembranças em comum. Mas muito mais engraçado é ver como tudo é tão diferente e ao mesmo tempo tão igual.
Num primeiro momento não preciso nem dizer que todo mundo comentou da minha mudança de visual. "Nossa! Tem tempos que vc adotou esse novo visual?". "É... não sei, acho que tem. Você ainda não tinha visto?". Esquisto ser vista de outra forma, de perceber que as pessoas notam como você está mudada. Mas ao mesmo tempo isso é ótimo, afinal lutei tanto para mudar...
Mas mais engraçado do que ver a reação das pessoas em relação a você, é perceber que os outros também mudaram muito. Um que nunca tinha colocado uma gota de álcool na boca, de repente (ou não tão de repente assim) vira um grande admirador da nossa querida cachacinha. Outro que sempre foi um cara meio conservador (ainda mais em se tratando de uma turma de comunicação da Fafich) acaba saindo da comunicação se bandeando para o Direito (o que já foi uma grande surpresa, já que ele sempre odiou os tais calouros do Direito) e para a confusão de geral acaba adotando um visual faficheiro (isso mesmo ele se torna faficheiro depois de deixar o ninho e ir para o Direito, quem entende?). Ninguém consegue beber tantas cervejas como antigamente... Umas emagrecem, outras engoradam, outras ficam solteiras, outras ficam namorando, outras mudam de namorado, e ninguém fica na mesma.
Mas ao mesmo tempo tudo é o mesmo. São as mesmas pessoas, é o mesmo carinho que temos um pelos outros, é a mesma conversa solta, é a mesma cumplicidade, é o forró com os melhores parceiros, é aquele cara sempre bebado, é mesmo cara sempre no mesmo sofá. Enfim, é como se de repente revivéssemos o passado com uma nova roupagem. Ai, como gostaria de reviver os anos da faculdade com essa nova "roupagem". Como isso não é possível... que venham mais encontros.
Num primeiro momento não preciso nem dizer que todo mundo comentou da minha mudança de visual. "Nossa! Tem tempos que vc adotou esse novo visual?". "É... não sei, acho que tem. Você ainda não tinha visto?". Esquisto ser vista de outra forma, de perceber que as pessoas notam como você está mudada. Mas ao mesmo tempo isso é ótimo, afinal lutei tanto para mudar...
Mas mais engraçado do que ver a reação das pessoas em relação a você, é perceber que os outros também mudaram muito. Um que nunca tinha colocado uma gota de álcool na boca, de repente (ou não tão de repente assim) vira um grande admirador da nossa querida cachacinha. Outro que sempre foi um cara meio conservador (ainda mais em se tratando de uma turma de comunicação da Fafich) acaba saindo da comunicação se bandeando para o Direito (o que já foi uma grande surpresa, já que ele sempre odiou os tais calouros do Direito) e para a confusão de geral acaba adotando um visual faficheiro (isso mesmo ele se torna faficheiro depois de deixar o ninho e ir para o Direito, quem entende?). Ninguém consegue beber tantas cervejas como antigamente... Umas emagrecem, outras engoradam, outras ficam solteiras, outras ficam namorando, outras mudam de namorado, e ninguém fica na mesma.
Mas ao mesmo tempo tudo é o mesmo. São as mesmas pessoas, é o mesmo carinho que temos um pelos outros, é a mesma conversa solta, é a mesma cumplicidade, é o forró com os melhores parceiros, é aquele cara sempre bebado, é mesmo cara sempre no mesmo sofá. Enfim, é como se de repente revivéssemos o passado com uma nova roupagem. Ai, como gostaria de reviver os anos da faculdade com essa nova "roupagem". Como isso não é possível... que venham mais encontros.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Para a chuva
Em pleno verão e aqui estou de blusa de frio, curtindo (bom essa não seria a palavra certa, talvez algo como aturando seria melhor) a chuva na janela, o tempo feio, melancólico, daqueles que só dá vontade de deitar, ver filmes tristes, e comer até explodir. É dureza, mas é isso o que esse clima faz em mim. Podia ficar com vontade de sair, tomar chuva, sei lá limpar a alma, sujar o corpo, ser livre. Mas não é nada disso, o “bom” senso fala mais alto e a melancolia toma conta de mim.
É meus queridos, veio a chuva e ela acabou levando um pouco (ou muito) da minha empolgação e das minhas esperanças de ano novo. Então chuva faça um favor para mim, que já estou na pior. Pára de chover de uma vez por todas, antes que você acabe de levar o que ainda me resta: um fiapo de esperança, um cadim de otimismo, uma pitada de fé no futuro, e uma vontade enorme e louca de viver intensamente.
É meus queridos, veio a chuva e ela acabou levando um pouco (ou muito) da minha empolgação e das minhas esperanças de ano novo. Então chuva faça um favor para mim, que já estou na pior. Pára de chover de uma vez por todas, antes que você acabe de levar o que ainda me resta: um fiapo de esperança, um cadim de otimismo, uma pitada de fé no futuro, e uma vontade enorme e louca de viver intensamente.
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