terça-feira, 11 de dezembro de 2007

E agora, José?

De repente, não mais do que de repente, quando dei por mim já estávamos, ou melhor, estamos no meio do mês de dezembro. Putz! 2007 está acabando, 2008 vem aí, e estou na mesmíssima situação que me encontrava há um ano quando me despedia de 2006, o ano que nunca devia ter terminado. AAAAAAAA!!!!!! Pára o mundo que eu quero descer! Como assim? A Terra deu uma volta inteirinha em torno do sol e eu continuo na mesma, sem perspectivas, sem rumo, sem destino, sem prumo, ventando por aí (como diria um amigo meu). Diante do desespero que se abate sobre a minha pessoa de me encontrar na mesmíssima situação, corro desperada tentando reverter o quadro, tento, com todas as minhas forças, ter expectativas e certezas para o ano que se inicia. É vão. O tempo corre mais rápido do que eu, o jeito é dar uma de Polliana e tentar o jogo do contente.
Sim, caríssimos leitores, a que ponto chegamos, não é mesmo? Mas foi justíssimo isso, que um novo amigo me fez fazer. Ele me disse assim, diante do meu despero e da minha impossibilidade de reverter o jogo aos 47 do segundo tempo: "Ah, Flavinha. Ser sem rumo, sem destino, sem expectativas pode ser uma coisa muito boa. Pense bem, você está aberta, livre, tem um horizonte inteiro a sua frente. Não há amarras, compromissos, chatices, você pode fazer suas escolhas, traçar o seu caminho, sem ficar se agarrando nas coisas que você tem". Poxa vida... De repente era tudo o que eu precisava ouvir. Afinal, porque preciso tanto de amarras, de certezas. Não é tão mais poético e mais alentador ser livre, estar ao sabor do vento? Com certeza... Mas a vida não é feita de poesia, infelizmente precisamos de um mínimo de certezas, de expectativas para podermos seguirmos em frente. É... parece que a situação para o meu lado não é nada fácil.
Vocês devem estar se perguntando, mas se eu continuo na mesma não terei feito eu nadica de nada em 2007? Bom... não. Acho que fiz foi coisa até demais da conta. Quem diria que eu passaria mais uma virada de ano sem idéia do que vem pela frente? Eu, na minha santa ignorancia pintava meu final de 2007 de outra maneira, cheia dessas vazias certezas que nos preenchem superficialmente. Foram tantas as coisas feitas, tantas coisas descobertas, tanto de mim vindo à tona que acabo o ano assim, como se ele nem houvesse passado. Agora, em 2208, é chegada a hora de correr um pouco atrás das tais certezas e expectativas.

Um comentário:

Anônimo disse...

Agora Flávia, o próprio Drummond te responde :
"O mundo é grande e cabe
nesta janela sobre o mar,
O mar é grande e cabe
na cama e no colchaõ de amar
O amor é grande e cabe
no breve espaço de beijar"
Beijos
Cristina