quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Para a chuva

Em pleno verão e aqui estou de blusa de frio, curtindo (bom essa não seria a palavra certa, talvez algo como aturando seria melhor) a chuva na janela, o tempo feio, melancólico, daqueles que só dá vontade de deitar, ver filmes tristes, e comer até explodir. É dureza, mas é isso o que esse clima faz em mim. Podia ficar com vontade de sair, tomar chuva, sei lá limpar a alma, sujar o corpo, ser livre. Mas não é nada disso, o “bom” senso fala mais alto e a melancolia toma conta de mim.
É meus queridos, veio a chuva e ela acabou levando um pouco (ou muito) da minha empolgação e das minhas esperanças de ano novo. Então chuva faça um favor para mim, que já estou na pior. Pára de chover de uma vez por todas, antes que você acabe de levar o que ainda me resta: um fiapo de esperança, um cadim de otimismo, uma pitada de fé no futuro, e uma vontade enorme e louca de viver intensamente.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Castelos de areia

Começo esse post sem saber onde vou parar, que caminhos pecorrei, que pensamentos defenderei, que desabafos farei. Segunda chuvosa, sem muito o que fazer no trabalho, o que me resta a fazer além de pensar na vida? Bom, acho que não muita coisa, se estivesse em casa provavelmente iria arrumar umas gavetas, organizar algumas velharias. Enfim, então cá estou eu, mais uma vez, a pensar na vida.
O que se passa pela minha cabeça? Um milhão de coisas, velhas certezas, castelos que mau se construiram e já desabam, preocupações com a vida dos outros, e com a minha também, é claro! Das minhas certezas, nem preciso dizer delas, já são tão recorrentes, que essas vocês já sabem de cor.
Agora, dos novos castelos que caem... Bom, daí o assunto complica. O problema é que às vezes sou meio radical em certos assuntos. Igual no post passado, quando disse que não falaria de amor. Não sei se é isso mesmo ou se é apenas uma forma de fugir de um assunto que não me agrada, que na verdade, me cansou. Cansei dessa baboseira de "paixonite", cansei de ficar suspirando, cansei de esperar por uma coisa que nunca acontece, cansei de acreditar. Então fico sem saber se realmente mudei minha atitude em relação a esse assunto, ou é apenas coisa de uma garota cansada que precisa tomar um folego, esfriar a cabeça, pensar em um milhão de outras coisas (afinal, já perdi tempo demais esquentando a minha cabeça com os tais assuntos do coração). Não sei o que acontece... Mas espero, de verdade, conseguir deixar o tal do "amor" um pouco de lado, me concentrar em outras coisas, me divertir sem preocupações, enfim, ficar tranquila comigo mesma. Acho que é disso que eu preciso, de tranquilidade, para encontrar o meu caminho.
As preocupações? Essas são muitas, as que dizem respeito a mim, vocês também já conhecem porque eu não canso de dizê-las aqui. Mas agora o que me aflinge são outras coisas. Me preocupo com o rumo que toma a vida de algumas pessoas que eu amo muito. Me identifico com algumas situações e temo que as pessoas sofram muito por uma coisa que não vale a pena. Fico angustiada de não poder abrir os olhos delas, de dizer: olha, eu sei o que você está passando, eu já fiz esse caminho, por favor, não chegue ao extremo, rompa com isso logo de uma vez. Mas é vão! Eu sei, melhor do que ninguém, que às vezes é necessário que cheguemos ao extremos para conseguirmos, finalmente, rompermos. O que fazer? Só me resta ficar atenta, dar suporte, e tentar não me angustiar tentando o impossível: fazer que os amigos não sofram, naquela velha ilusão de tentar protegê-los. Mas que mané proteger! Proteger não é não deixar o outro sofrer, pois sem isso ele não é capaz de aprender. Proteger, é deixar que ele viva o que tem que ser vivido (inclusive o sofrimento) e cabe a nós apenas a nossa presença (silenciosa ou não - no meu caso ela costuma ser bem barulhenta rs).

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Amor: shhhhhhhhhhhh

"Não vou falar mais falar de amor, de dor, de coração, de ilusão". Meta ousada essa, né? Mas é isso mesmo. Não chega a ser um esforço parar de falar nessas coisas. Até acho que é por isso mesmo que meu blog anda meio parado. Afinal, se não falo mais de amor, de dor, de coração, de ilusão do que falarei em um blog cujo nome é Esvazia a Alma? É... acho que cheguei num ponto crucial. Ao reler os últimos post penso nisso. De repente foi uma falta de assunto, é como se eu estivesse vazia, é como se finalmente eu vestisse a alcunha de coração gelado que já me deram há muito tempo.
É queridos leitores, se é que vocês ainda existem (se existirem se manifestem, ainda que anonimamente, nesse post) acho que cheguei em uma encruzilhada. Voltar a falar de amor e cia e me pegar a escrever megas post emotivos acho que não será o caso. Não deixo de fazer isso como opção, mas como uma circunstância da minha vida. Não sei explicar mas meu caminho vai me distanciando, a cada dia mais, dos tais assuntos do coração. Não, isso não significa que eu não goste mais, que eu não estou aberta a amar de novo. Isso significa, apenas, que levo as coisas de uma maneira mais tranquila agora. Minhas prioridades estão longe de ser minha vida amorosa. O que quero para mim nesse momento, o que me aflige, é dar um rumo na minha vida profissional, é conseguir a tão sonhada idependencia finaceira, é, enfim, ter o meu cantinho, sair do ninho (em definitivo dessa vez). Depois disso, sempre tenho como prioridade estar perto dos meus amigos. Com isso já me sinto feliz, repleta, se rolar um amor bem, se não rolar estou bem do jeito que estou. E por incrível que pareça não digo isso da boca para fora só porque estou sozinha e tenho que parecer bem com isso. Digo do fundo do coração, claro que às vezes me bate aquela carência e uma vontade louca de ter um namorado pertinho para dar aquele mega abraço, dormir no colinho, e dar aquele beijo cumplice. Mas é uma vontade que dá e passa, nesses dias escuto uma musiquinha boa, desabafo com alguns amigos, às vezes chego até relembrar o passado. Mas logo passa e volto ser a garota tranquila com sua falta de relacionamentos amorosos mais sério.
Às vezes chego até pensar que não conseguiria mais namorar. Mas isso é pura bobagem. É certo que não consigo mais namorar só por namorar, só para não estar sozinha. Isso não, eu tenho uma vida muito boa e feliz mesmo sendo "sozinha". O certo é que falar de amor para mim agora não será mais falar de dor, de ilusão. Se um dia eu voltar a falar de amor será para dizer de amizade, cumplicidade, dessas coisas que só grandes amores-amigos são capazes de proporcionar. Enfim, não vou mais falar de amor, o que eu quero é "movimento, é o vento, é voar... voar".

domingo, 6 de janeiro de 2008

De repente ...

2008 chegou e aquela energia que estava quase no fim se renova, renovam-se as esperanças, e tudo parece revestir-se com um novo ar. E como foi o meu ano novo tirando todo esse blá, blá, blá? Melhor impossível. Estava com minhas amigas queridas do coração, com uma turma super bacana, num lugar massa, com festa até dizer chega. Posso dizer que foi um verdadeiro descarrego, foram dias de tanta festa, tantos causos, tantas farras, tantas risadas, que todo o peso, toda a preocupação, todas caraminholas se desvaneceram. E para onde eles foram? Ainda não sei...Não deu tempo para encontrá-los ainda, por enquanto só deu tempo de começar a me recuperar das boas-vindas de 2008.
Não sei, mas algo me diz que as preocupações olvidadas, as caraminholas não se foram junto com 2007. De certas forma lá estão elas escondidas no animo novo, meio travestidas nas esperanças de um ano melhor.
É estranho pensar que uma convenção, como a virada de ano, tem essa capacidade de transformar as coisas. O que é rugas, preocupação, medo se transformam em leveza, esperança, planos. Agora só resta saber até quando dura essa metamorfose.