Sempre que ando de ônibus me perco em pensamentos, nas ruas, nas pessoas, nos ruídos, no movimento incessante da cidade, na arquitetura urbana. E, dia desses numa dessas minhas viagens saltam aos meus olhos a cada instante, tanto que não resta nem tempo para respirar, publicidades, mil delas, outdoors, vitrines, cartazes, um monte de impulso visual me lembrando do dia dos namorados.
Mas, putz! Já? Que saco! Primeiro, porque tenho verdadeira antipatia com essas comemorações comerciais. Muito desagradável ter a obrigação de demonstrar nosso carinho (comprar presentes) pelas pessoas em determinadas datas. E se no dia eu estiver brigada com a pessoa? E se eu estiver de mau humor? Se não quiser ver ninguém? Então quer dizer que sou uma desalmada sem coração porque não comprei nenhum presentinho para a minha mãe no “dia dela”, ou porque estava na pindaíba, ou porque simplesmente não encontrei algo que diga de nós duas, ou ainda porque não estava com a menor paciência de enfrentar essa fúria do comércio? Ah! Faça-me o favor! Não tenho, e não tenho mesmo, a menor paciência para isso, ainda que eu adore dar presentes, que eu adore comprar coisas que sejam a “cara” das pessoas com quem convivo.
Bom, já odeio as datas comerciais, mas é pior ainda se é dia dos namorados. Aí que minha ojeriza aumenta uns 100%. Porquê, os senhores devem estar se perguntando. Os motivos são simples e faço questão de enumerá-los a seguir.
1- Porque sempre quem passa o dia dos namorados sozinho é visto como fracassado? Odeio as pessoas perguntarem o que você vai fazer nesse dia e te olharem com aquela cara de desprezo quando você responde que não vai fazer nada, que vai para casa, como todos os dias normais, jantar com a sua família e assistir a sua querida novela das oito. Porque isso? Virou crime ser solteiro, ou então não ligar para esse tipo de coisa?
2- Se existe dia dos namorados porque não existe o dia dos solteiros? Não seria justo? Mas é claro que não existe, porque essa não seria uma data rentável para o comércio, né? Imagina se alguém vai dar aquele presente para o solteiro mais bacana que conhece? Claro que não... Ser solteiro não merece um “prêmio” especial. Apesar de que, venhamos e convenhamos, uma pessoa que consegue ser solteiro com estilo bem que merece um prêmio, não é não? Se bem que o melhor prêmio é a vida tranqüila sem encheção de saco.
3- Porque eu tenho trauma de dia dos namorados. É isso mesmo, tenho trauma e não tenho problema nenhum em falar disso. Nesses meus 24 anos de vida eu estava namorando somente dois anos nessa data fatídica, e em um outro ano eu estava meio enrolada...
Minha primeira vez com namorado no dia D, expectativa mil, sonhos os mais maravilhosos, felicidade estampada na cara (é que nessa época eu ainda era uma garota romântica), e que coisa... Eu toda feliz, vou passar o dia inteirinho com o então namorado querido do coração, e qual não é minha surpresa quando ganho de presente um livro cujo nome é “Mujeres Alteradas”. Como assim? Que coisa mais anti-romântica. O meu então queridíssimo namorado estava me chamando de alterada? É para namorá-lo... Mas, enfim. Como gostar de tal data com um começo um tanto quanto diferente?
Segundo dia dos namorados, com o mesmíssimo da história anterior, aí sim surgiu o romantismo. Jantar a luz de velas, vinho, chocolate, pétalas de rosa... A intenção foi boa, só o menu que não ajudou muito. Não lembro exatamente o que era, mas não era lá o meu prato preferido...
O terceiro. Bom o terceiro foi com mais de mil quilômetros de distancia me separando do cara com que eu estava enrolada. Ou seja, nada de encontro, beijos, jantar, vinho e todo esse blá, blá, blá. Simples e nada piegas, talvez por isso possa ter sido o melhor.
Ai, ai, ai. E aqui jaz o meu grito de morte a essa data esdrúxula que deveria ser banida do nosso calendário. Morte ao dia dos namorados! E tenho dito.
Mas, putz! Já? Que saco! Primeiro, porque tenho verdadeira antipatia com essas comemorações comerciais. Muito desagradável ter a obrigação de demonstrar nosso carinho (comprar presentes) pelas pessoas em determinadas datas. E se no dia eu estiver brigada com a pessoa? E se eu estiver de mau humor? Se não quiser ver ninguém? Então quer dizer que sou uma desalmada sem coração porque não comprei nenhum presentinho para a minha mãe no “dia dela”, ou porque estava na pindaíba, ou porque simplesmente não encontrei algo que diga de nós duas, ou ainda porque não estava com a menor paciência de enfrentar essa fúria do comércio? Ah! Faça-me o favor! Não tenho, e não tenho mesmo, a menor paciência para isso, ainda que eu adore dar presentes, que eu adore comprar coisas que sejam a “cara” das pessoas com quem convivo.
Bom, já odeio as datas comerciais, mas é pior ainda se é dia dos namorados. Aí que minha ojeriza aumenta uns 100%. Porquê, os senhores devem estar se perguntando. Os motivos são simples e faço questão de enumerá-los a seguir.
1- Porque sempre quem passa o dia dos namorados sozinho é visto como fracassado? Odeio as pessoas perguntarem o que você vai fazer nesse dia e te olharem com aquela cara de desprezo quando você responde que não vai fazer nada, que vai para casa, como todos os dias normais, jantar com a sua família e assistir a sua querida novela das oito. Porque isso? Virou crime ser solteiro, ou então não ligar para esse tipo de coisa?
2- Se existe dia dos namorados porque não existe o dia dos solteiros? Não seria justo? Mas é claro que não existe, porque essa não seria uma data rentável para o comércio, né? Imagina se alguém vai dar aquele presente para o solteiro mais bacana que conhece? Claro que não... Ser solteiro não merece um “prêmio” especial. Apesar de que, venhamos e convenhamos, uma pessoa que consegue ser solteiro com estilo bem que merece um prêmio, não é não? Se bem que o melhor prêmio é a vida tranqüila sem encheção de saco.
3- Porque eu tenho trauma de dia dos namorados. É isso mesmo, tenho trauma e não tenho problema nenhum em falar disso. Nesses meus 24 anos de vida eu estava namorando somente dois anos nessa data fatídica, e em um outro ano eu estava meio enrolada...
Minha primeira vez com namorado no dia D, expectativa mil, sonhos os mais maravilhosos, felicidade estampada na cara (é que nessa época eu ainda era uma garota romântica), e que coisa... Eu toda feliz, vou passar o dia inteirinho com o então namorado querido do coração, e qual não é minha surpresa quando ganho de presente um livro cujo nome é “Mujeres Alteradas”. Como assim? Que coisa mais anti-romântica. O meu então queridíssimo namorado estava me chamando de alterada? É para namorá-lo... Mas, enfim. Como gostar de tal data com um começo um tanto quanto diferente?
Segundo dia dos namorados, com o mesmíssimo da história anterior, aí sim surgiu o romantismo. Jantar a luz de velas, vinho, chocolate, pétalas de rosa... A intenção foi boa, só o menu que não ajudou muito. Não lembro exatamente o que era, mas não era lá o meu prato preferido...
O terceiro. Bom o terceiro foi com mais de mil quilômetros de distancia me separando do cara com que eu estava enrolada. Ou seja, nada de encontro, beijos, jantar, vinho e todo esse blá, blá, blá. Simples e nada piegas, talvez por isso possa ter sido o melhor.
Ai, ai, ai. E aqui jaz o meu grito de morte a essa data esdrúxula que deveria ser banida do nosso calendário. Morte ao dia dos namorados! E tenho dito.