Recebi esse texto e achei que tinha tudo a ver com o blog.... Espero que gostem.
"Mas vamos lá. Pra começo de conversa, não acredito que haja uma única mulher no mundo que seja santa. Os marmanjos devem estar de cabelo em pé: como assim, e a minha mãe???
Nem ela caríssimos, nem ela.
Existe mulher cansada, que é outra coisa. Ela deu tanto azar em suas relações que desanimou. Ela ficou tão sem dinheiro de uns tempos pra cá que deixou de ter vaidade. Ela perdeu tanto a fé em dias melhores que passou a se contentar com dias medíocres. Guardou sua loucura em alguma gaveta e nem lembra mais.
Santa, mesmo, só Nossa Senhora, mas, cá entre nós, não é uma doideira o modo como ela engravidou? (Não se escandalize, não me mande e-mails, estou brin-can-do.)
Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar nosso poder de sedução para encontrar the big one, aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais. Uma tarefa que dá para ocupar uma vida, não é mesmo? Mas, além disso, temos que ser independentes, bonitas, ter filhos e fingir de vez em quando que somos santas, ajuizadas, responsáveis, e que nunca, mas nunca, pensaremos em jogar tudo pro alto e embarcar num navio pirata comandado pelo Johnny Depp, ou então virar louca e cafetina, ou sei lá, diga aí uma fantasia secreta, sua imaginação deve ser melhor que a minha.
Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascina a todos.
Todas as mulheres estão dispostas a abrir a janela, não importa a idade que tenham. Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota. Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora. E santa, fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo: só se for louca de pedra".
Martha Medeiros
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Por onde andam as Pequenas Misses Sunshine?
Gaúcha de 5 anos é eleita Mini Miss Mundo. Como assim? Será a nova Pequena Miss Sunshine? Logo que vejo essa manchete estampada em um site de notícias clico correndo para ver que história é essa. È, complicado... E lá está o site, a cidade da pequena, a mãe toda orgulhosa da menina com cara e cabelos de Barbie, e não de criança, com coroa e tudo o mais. Leio a notinha que fala da façanha da garotinha no Equador, que concorreu na etapa nacional por Santa Catarina e não pelo Rio Grande do Sul, onde nasceu, porque ficou em segundo lugar no concurso do seu estado.
Poxa, penso, que corrida é essa por ser miss? Sair do seu estado aos 5 anos, para ganhar o título no estado vizinho, para concorrer na versão nacional e logo na mundial. Putz, que fase, como diria o meu cunhado! O que passará na cabeça dessa criança? Se é que ela tem idade o suficiente para discernir essas coisas... E o que é pior, o que a mãe dessa menina tem na cabeça? Será que essa corrida é uma loucura de uma mãe frustrada que vê na beleza da filha, uma realização que ela não teve? Será que ela atende os caprichos de uma menina já ultra vaidosa, que sonha ter uma vida de Barbie, com coroas, roupas cor de rosa e, no futuro, com um namorado Ken (tudo bem, que menina não sonhou com isso, mas será que precisa levar até a última instância?)?
Queria pensar que talvez fosse um caso Miss Sunshine, de uma garotinha simpática e ingênua, em que sua beleza ultrapassa as ditaduras da moda, ela está, justamente, no que se difere das pequenas Barbies, com seus cabelos dourados, cheios de laquê, suas maquiagens azuis, cor de rosa e seus maios cheios de brilhos e paetês. Mas como achar que seria isso, se o que vejo na foto não é uma criança, é uma boneca. A imagem nem parece ser real, não é uma menina que se veste de princesa no seu aniversário. Não é isso que consigo ver, num sorriso (forçado), fazendo pose e pronta para vender pasta de dente.
Dói-me o coração. Que mundo é esse? Que pessoas são essas? Sei que nada posso dizer, mesmo porque não conheço a pequena miss e, muito, menos a sua família. Mas o que digo não é dela, em especial, mas nessa multidão de meninas que desde que se entendem por gente estão preocupadas com o movimento de seus cabelos, o esmalte, o batom, em ser atraente, em ser admirada, em ser reconhecida por sua beleza... Isso me assusta. Não é verdade, que crianças não deveriam ter preocupações, que elas têm é que estudar, brincar, se divertir, independente da aparência que tenham? E os pais? Eles deveriam é se preocupar se seus filhos estão aproveitando a infância, se serão pessoas bacanas e felizes, ainda que sejam os mais feios do universo?
Muitos devem pensar que fui uma criança feia e que não gostava das bonitas. Não é verdade isso. Fato é que nem sempre fui das mais admiradas na escolinha em que estudava. Isso mudou quando a loirinha mais bonita mudou de colégio, e de repente o posto veio parar em minhas mãos. Estranha essa sensação de, de repente, os cinco meninos da sala quererem “namorar” comigo... Outro fato que marcou essa coisa de beleza foi quando eu tinha 11 anos e no clube onde eu freqüentava fizeram um concurso “Garota Colônia de Férias”. Quando vi isso nem cogitei a idéia de participar, estava lá só para estar com pessoas da minha idade curtindo as férias no clube. O problema é que nenhuma menina da minha idade cogitou essa idéia, então estavam sem concorrentes. Que fazer? Os monitores incentivaram todas a participarem da “brincadeira”, afinal ia ser chato se não tivesse nenhuma menina para desfilar diante dos jurados e da platéia que já ia escolhendo a sua favorita. E lá fui eu, mais pela onda de ir com minhas amigas, do que por achar que fosse bonita para essas coisas. E não é que ganhei? Surpreendi a minha mãe quando cheguei em casa com um ursinho de pelúcia (o prêmio pela façanha), ela que nem imaginava que existisse tal concurso. Pior foi a vergonha que passei logo quando chegou o jornal do clube e minha foto lá, estampada como a “Garota Colônia de Férias”, com os olhos arregalados. Que mico! Na época não contei a ninguém essa baboseira toda, mas minha mãe, é claro, levou o jornal para todo mundo ver e transformou tudo numa grande brincadeira. Hoje, eu que não sou modelo de beleza em lugar nenhum (sou apenas uma moça “normal”), sempre conto essa história com grandes risadas, do tipo: vejam gente, até euzinha aqui já fui “A” menina loirinha e bonitinha, “Garota Colônia de Férias” e até figurante de propaganda da prefeitura de Belo Horizonte (mas essa história é de carnavais anteriores e depois eu conto).
Poxa, penso, que corrida é essa por ser miss? Sair do seu estado aos 5 anos, para ganhar o título no estado vizinho, para concorrer na versão nacional e logo na mundial. Putz, que fase, como diria o meu cunhado! O que passará na cabeça dessa criança? Se é que ela tem idade o suficiente para discernir essas coisas... E o que é pior, o que a mãe dessa menina tem na cabeça? Será que essa corrida é uma loucura de uma mãe frustrada que vê na beleza da filha, uma realização que ela não teve? Será que ela atende os caprichos de uma menina já ultra vaidosa, que sonha ter uma vida de Barbie, com coroas, roupas cor de rosa e, no futuro, com um namorado Ken (tudo bem, que menina não sonhou com isso, mas será que precisa levar até a última instância?)?
Queria pensar que talvez fosse um caso Miss Sunshine, de uma garotinha simpática e ingênua, em que sua beleza ultrapassa as ditaduras da moda, ela está, justamente, no que se difere das pequenas Barbies, com seus cabelos dourados, cheios de laquê, suas maquiagens azuis, cor de rosa e seus maios cheios de brilhos e paetês. Mas como achar que seria isso, se o que vejo na foto não é uma criança, é uma boneca. A imagem nem parece ser real, não é uma menina que se veste de princesa no seu aniversário. Não é isso que consigo ver, num sorriso (forçado), fazendo pose e pronta para vender pasta de dente.
Dói-me o coração. Que mundo é esse? Que pessoas são essas? Sei que nada posso dizer, mesmo porque não conheço a pequena miss e, muito, menos a sua família. Mas o que digo não é dela, em especial, mas nessa multidão de meninas que desde que se entendem por gente estão preocupadas com o movimento de seus cabelos, o esmalte, o batom, em ser atraente, em ser admirada, em ser reconhecida por sua beleza... Isso me assusta. Não é verdade, que crianças não deveriam ter preocupações, que elas têm é que estudar, brincar, se divertir, independente da aparência que tenham? E os pais? Eles deveriam é se preocupar se seus filhos estão aproveitando a infância, se serão pessoas bacanas e felizes, ainda que sejam os mais feios do universo?
Muitos devem pensar que fui uma criança feia e que não gostava das bonitas. Não é verdade isso. Fato é que nem sempre fui das mais admiradas na escolinha em que estudava. Isso mudou quando a loirinha mais bonita mudou de colégio, e de repente o posto veio parar em minhas mãos. Estranha essa sensação de, de repente, os cinco meninos da sala quererem “namorar” comigo... Outro fato que marcou essa coisa de beleza foi quando eu tinha 11 anos e no clube onde eu freqüentava fizeram um concurso “Garota Colônia de Férias”. Quando vi isso nem cogitei a idéia de participar, estava lá só para estar com pessoas da minha idade curtindo as férias no clube. O problema é que nenhuma menina da minha idade cogitou essa idéia, então estavam sem concorrentes. Que fazer? Os monitores incentivaram todas a participarem da “brincadeira”, afinal ia ser chato se não tivesse nenhuma menina para desfilar diante dos jurados e da platéia que já ia escolhendo a sua favorita. E lá fui eu, mais pela onda de ir com minhas amigas, do que por achar que fosse bonita para essas coisas. E não é que ganhei? Surpreendi a minha mãe quando cheguei em casa com um ursinho de pelúcia (o prêmio pela façanha), ela que nem imaginava que existisse tal concurso. Pior foi a vergonha que passei logo quando chegou o jornal do clube e minha foto lá, estampada como a “Garota Colônia de Férias”, com os olhos arregalados. Que mico! Na época não contei a ninguém essa baboseira toda, mas minha mãe, é claro, levou o jornal para todo mundo ver e transformou tudo numa grande brincadeira. Hoje, eu que não sou modelo de beleza em lugar nenhum (sou apenas uma moça “normal”), sempre conto essa história com grandes risadas, do tipo: vejam gente, até euzinha aqui já fui “A” menina loirinha e bonitinha, “Garota Colônia de Férias” e até figurante de propaganda da prefeitura de Belo Horizonte (mas essa história é de carnavais anteriores e depois eu conto).
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
O que é?
(Calma que não é charada).
Se me perguntarem o que se passa comigo. Direi, parafraseando, a música da Maria Rita: “Não sei responder, não sei explicar”... Mas sei que alguma coisa “nasceu dentro de mim, me fez renascer, me fez despertar”.
Os leitores (se é que eles existem), mais ou menos atentos, podem até dizer: essa charada é fácil, o que acontece com é ela é claro, é óbvio, é o “danado do amor”. Mas, péra lá, já disse no começo que não é charada. E além do mais, devagar com a dor, que o amor é um bichim complicado, que não pega assim tão fácil uma mineirinha desconfiada como euzinha aqui. Afinal, não sou mais adolescente e as coisas ganham um plano, um ângulo diferente quando a vida é real, e as pessoas já são calejadas.
Entonces, não, não é o amor que nasceu dentro de mim, pelo menos não nesse momento (ele já nasceu e renasceu um par de vezes, e pode vir a brotar a qualquer instante, afinal, nunca se sabe...). Mas e então? Que diabos foi o que aconteceu com essa garota que vos fala?
Não sei explicar, mas arrisco a tentar fazê-lo. Aconteceu que fui “sacudida”, fui chamada a rever velhas posturas, velhos sentimentos, velhos desejos, velhas vontades. Vi que estava sendo conservadora (ai, como odeio isso!) ao me “fechar” em esquemas seguros (em partes) e não olhar à minha volta. Já tinha meu repertório pronto, de quem gostar, de quem querer, de quem desejar, quando querer, quando arriscar, porque querer, porque desejar.
Daí de repente, não mais do que de repente (na minha ilusão), sou sacudida e levada (quase que obrigada) a largar meu esqueminha. Não, não posso dizer que fui obrigada, porque me deixei levar, me permiti. Mas, confesso que me causou (e ainda causa) grande espanto esse desprendimento repentino aos meus velhos planos e esquemas. Resisto e tento não entregá-los por completo, pelo menos não 100%. Será que não dá para abrir mão só 50%? Não! É a resposta que tenho. Putz! Arregalo o olho, engulo seco e sem pensar bem deixo me levar mais uma vez.
O que sinto agora? Uma mistura de coisas. Um medo imenso de ir largando as coisas assim, de mudar tanto assim. Um apego incrível as coisas velhas, ainda restam uns porcentinhos razoáveis que não larguei mão, e que só o farei, tenho quase certeza absoluta (porque sou assim), quando, efetivamente, for chamada a fazer uma escolha. E, é disso que mais tenho medo... Porque do jeito que sou medrosa e burra vou acabar fazendo a escolha errada (para variar...) e me apegar, novamente, aos velhos esquemas (nada) seguros, que mantém a minha vida na eterna (falta de) tranqüilidade e certeza.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
De repente é como se o céu se abrisse, logo quando cansada de esperar estivesse desistido...
É assim que me sinto.
Cansei De Esperar Você (D. Yvonne Lara/Délcio Carvalho)
Quando cansei de esperar você
Vi minha estrela maior renascer
Vi minha vida mais colorida
Cheia de encanto e de mais prazer.
Vi quando o mar se abriu
Deixando passar todo o meu sentimento
Até na chuva e no vento
Vi a luz da poesia.
Minha alegria voltou
Brilhando no alvorecer
Quando deixei de amar
E esperar por você.
É assim que me sinto.
Cansei De Esperar Você (D. Yvonne Lara/Délcio Carvalho)
Quando cansei de esperar você
Vi minha estrela maior renascer
Vi minha vida mais colorida
Cheia de encanto e de mais prazer.
Vi quando o mar se abriu
Deixando passar todo o meu sentimento
Até na chuva e no vento
Vi a luz da poesia.
Minha alegria voltou
Brilhando no alvorecer
Quando deixei de amar
E esperar por você.
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Lua - sensações
Fim de tarde, um viaduto de grades vermelhas a percorrer e, num céu ainda azul, vejo ao longe algo que não acredito que seja a lua tão grande e redonda quase a tocar a serra. Nossa, penso, que lua! Sigo meu caminho sem conseguir desviar dela, estava hipnotizada. No momento seguinte, balanço a cabeça e penso, não, não é possível que ela seja real, deve ser uma parabólica moderna ou, quem sabe, um disco voador. É, é mais provável que seja isso mesmo. Descrente, me desfaço da hipnose e sigo meu caminho, olhando, o trem, as pessoas, a vida que passa pelo meu caminho.
Nenhum transeunte tira dos meus olhos aquela visão (é que sou do tipo que anda pelas ruas reparando e observando a diversidade humana). Mesmo com o olhar móvel, a imagem permanece fixa em mim. Logo, surgem os pensamentos, aqueles que insistem em surgir quando me deparo com uma lua cheia. Putz, penso, de novo?!
Fujo deles, por mais que eles sejam muito mais fortes que eu. Ocupo-me com mil coisas, para não me ver, de novo, com os mesmos pensamentos, as mesmas ações. Em vão, dia seguinte e lá está ela de novo deslumbrante no céu da cidade. É, penso, realmente não era uma antena ou um disco voador... Faço uma força tremenda e aos trancos e barrancos desvio o pensamento que insiste em vir.Terceira noite, e lá vem a danada de novo. Ela busca meu olhar, e dessa vez, não há como resistir. Bingo! Lá estou eu, mais uma vez, submersa em imagens e sensações. Lua cheia, janelas azuis, rede, quintal, gato, música, entrelaces...
Nenhum transeunte tira dos meus olhos aquela visão (é que sou do tipo que anda pelas ruas reparando e observando a diversidade humana). Mesmo com o olhar móvel, a imagem permanece fixa em mim. Logo, surgem os pensamentos, aqueles que insistem em surgir quando me deparo com uma lua cheia. Putz, penso, de novo?!
Fujo deles, por mais que eles sejam muito mais fortes que eu. Ocupo-me com mil coisas, para não me ver, de novo, com os mesmos pensamentos, as mesmas ações. Em vão, dia seguinte e lá está ela de novo deslumbrante no céu da cidade. É, penso, realmente não era uma antena ou um disco voador... Faço uma força tremenda e aos trancos e barrancos desvio o pensamento que insiste em vir.Terceira noite, e lá vem a danada de novo. Ela busca meu olhar, e dessa vez, não há como resistir. Bingo! Lá estou eu, mais uma vez, submersa em imagens e sensações. Lua cheia, janelas azuis, rede, quintal, gato, música, entrelaces...
domingo, 6 de julho de 2008
Dói-me o estômago
Ontem escrevi o post que está logo aqui embaixo, e nele disse haver percebido a verdade, essa de que não inspiro sentimentos “nobres” que podem levar ao amor. Estava falando no tal amor romântico e blá, blá, blá. Até aí tudo bem não inspirar tais sentimentos, até porque nem sei se conseguiria lidar com eles melosos e grudentos como costumam vir. O problema todo foi ouvir uma outra verdade. Essa sim dura demais. Foi como um soco no estômago, e também tem a ver com inspirar sentimentos em outras pessoas.
Antes do soco, propriamente dito, uma explicação. Depois de haver rompido um relacionamento de 2 anos e meio, isso lá em princípio de 2006, comecei a dar uma importância à amizade como nunca havia feito até então. Amigos, assim como minha família, sempre em primeiro lugar. Qualquer hora do dia ou da noite que algum amigo precisasse de mim lá estava eu, para dar o ombro, para acompanhar nos programas de índio, para descontrolar numa balada, para conversa fiada, para escutar os problemas. Enfim, lá estava eu, pau para toda obra.
De um tempo para cá me cansei. Falei aos meus amigos que tava cansada de animar todo mundo, de ficar mobilizando sempre Deus e todo o mundo para sair e blá, blá, blá. Que eu é que estava precisando que me chamassem e me animassem. Parece que ninguém me levou a sério, me falaram: “Que é isso, Flavinha? Você é a mais animada, a mais querida, a mais ‘aglutinadora’. Claro que você vai estar sempre presente em tudo, né?”. É... não sei não.
Daí ontem, como em outros finais de semana, cá estava eu sozinha em casa. Ao contrário do que era “normal”, nada de enxurrada de telefones, muito porque eu já estava sem saco, como disse antes, para ficar mobilizando a todos. Telefonemas? Bom, só uma amiga que queria saber como eu estava, perguntar do trabalho e dizer que esse final de semana não ia rolar de sair porque era niver da vó, mas que queria ver se nos encontrávamos depois. No que eu disse que não estaria no próximo fim de semana, e ela sugeriu um almoço, pois estava com saudades. Tudo bem, alguém finalmente demonstrando interesse em, realmente, conversar comigo.
Mais tarde uma outra amiga me liga perguntando qual é a boa do sábado. No que eu logo respondo, que não sabia, que ninguém havia me procurado, que eu não tinha procurado por ninguém, mas que estava afim de sair, que era só me convidar que eu ia. E quem disse que veio o convite? No lugar disso só um então vou ver o que rola e logo te ligo. Além disso, só uma pergunta pela minha voz desanimada. No que eu disse, que estava meio assim mesmo. Talvez um ensaio de interesse real pela minha pessoa.
Lanche com a família, e eu ainda sem nenhum convite para sair. Nessa, a verdade, o soco saído da boca do meu pai, sempre ele para me dizer as verdades mais doloridas. “Vocês já perceberam que os amigos da Flávia só ligam para ela quando não tem nada para fazer?”. Na hora, panos quentes, “que isso? Não é bem assim”. Riso amarelo da minha parte “ah, não é assim que as coisas funcionam, né?”.
Verbalizei uma coisa e pensei outra. Pior que é verdade. Meu Deus! Que droga de vida é essa? Putz, faço de tudo para meus amigos e que recebo em troca? E olha que nunca fiz nada pensando em receber algo em troca. Mas, não custa nada dar um telefonema ou fazer um convite a quem se diz "querer bem", não é mesmo? Bom, pelo menos acho que não.
Por essas e outras que quero dar uma sumida, sair do circuito, respirar outros ares, passar os fins de semana longe, ir para São Paulo. Quem sabe assim saudade de mim, que se resume a falta de programa melhor, se transforme em falta da minha presença? Não sei... Já não sei de mais nada.
Antes do soco, propriamente dito, uma explicação. Depois de haver rompido um relacionamento de 2 anos e meio, isso lá em princípio de 2006, comecei a dar uma importância à amizade como nunca havia feito até então. Amigos, assim como minha família, sempre em primeiro lugar. Qualquer hora do dia ou da noite que algum amigo precisasse de mim lá estava eu, para dar o ombro, para acompanhar nos programas de índio, para descontrolar numa balada, para conversa fiada, para escutar os problemas. Enfim, lá estava eu, pau para toda obra.
De um tempo para cá me cansei. Falei aos meus amigos que tava cansada de animar todo mundo, de ficar mobilizando sempre Deus e todo o mundo para sair e blá, blá, blá. Que eu é que estava precisando que me chamassem e me animassem. Parece que ninguém me levou a sério, me falaram: “Que é isso, Flavinha? Você é a mais animada, a mais querida, a mais ‘aglutinadora’. Claro que você vai estar sempre presente em tudo, né?”. É... não sei não.
Daí ontem, como em outros finais de semana, cá estava eu sozinha em casa. Ao contrário do que era “normal”, nada de enxurrada de telefones, muito porque eu já estava sem saco, como disse antes, para ficar mobilizando a todos. Telefonemas? Bom, só uma amiga que queria saber como eu estava, perguntar do trabalho e dizer que esse final de semana não ia rolar de sair porque era niver da vó, mas que queria ver se nos encontrávamos depois. No que eu disse que não estaria no próximo fim de semana, e ela sugeriu um almoço, pois estava com saudades. Tudo bem, alguém finalmente demonstrando interesse em, realmente, conversar comigo.
Mais tarde uma outra amiga me liga perguntando qual é a boa do sábado. No que eu logo respondo, que não sabia, que ninguém havia me procurado, que eu não tinha procurado por ninguém, mas que estava afim de sair, que era só me convidar que eu ia. E quem disse que veio o convite? No lugar disso só um então vou ver o que rola e logo te ligo. Além disso, só uma pergunta pela minha voz desanimada. No que eu disse, que estava meio assim mesmo. Talvez um ensaio de interesse real pela minha pessoa.
Lanche com a família, e eu ainda sem nenhum convite para sair. Nessa, a verdade, o soco saído da boca do meu pai, sempre ele para me dizer as verdades mais doloridas. “Vocês já perceberam que os amigos da Flávia só ligam para ela quando não tem nada para fazer?”. Na hora, panos quentes, “que isso? Não é bem assim”. Riso amarelo da minha parte “ah, não é assim que as coisas funcionam, né?”.
Verbalizei uma coisa e pensei outra. Pior que é verdade. Meu Deus! Que droga de vida é essa? Putz, faço de tudo para meus amigos e que recebo em troca? E olha que nunca fiz nada pensando em receber algo em troca. Mas, não custa nada dar um telefonema ou fazer um convite a quem se diz "querer bem", não é mesmo? Bom, pelo menos acho que não.
Por essas e outras que quero dar uma sumida, sair do circuito, respirar outros ares, passar os fins de semana longe, ir para São Paulo. Quem sabe assim saudade de mim, que se resume a falta de programa melhor, se transforme em falta da minha presença? Não sei... Já não sei de mais nada.
sábado, 5 de julho de 2008
E agora?
E agora? Me pergunto. E agora que a vida profissional parece começar a entrar nos eixos? Agora não posso mais varrer para debaixo do tapete os outros aspectos da minha vida. A bem da verdade é que quando a minha vida profissional andava mal tinha a desculpa, que nem era tão desculpa assim, que não podia cuidar de outras coisas. Afinal, tinha que focar em conseguir um emprego na minha área, esse era o foco e nada nem ninguém podiam me desviar do meu propósito. Emprego conseguido, claro que não posso me descuidar desse aspecto, afinal meu contrato, a princípio é só até novembro. Mas fato é que posso respirar um pouco. Mas paro para respirar e olho ao meu redor e me pergunto e o que eu tenho além da minha vida profissional? Putz, comecei com a corda toda, trabalhando a valer. Paro e vejo que em todo momento que me foquei nisso deixei totalmente de lado as outras coisas. Porquê? Pode ter sido só para concentrar as minhas energias no campo profissional...
Mas a bem da verdade é que nem eu caio nessa conversa. Não foi para focar na minha profissão que deixei as outras coisas de lado. Deixei-as de lado porque a bem da verdade é que me cansei de lidar com elas, não sei o que fazer para arrumar essas outras esferas. Sinto-me uma grande incompetente. Isso mesmo, uma incompetente.
Tenho que admitir que a linha que adotei para levar meus relacionamentos “amorosos” faliu completamente, apesar de ser uma linha tida como pós-moderna e bacana. Para quem vê de fora pode até pensar “putz, que menina bacana. Leva a vida dela tranqüila, no foda-se para os homens. Fica com quem bem entende. Se querem ela bem, se não querem amém, problema deles”. É foda, mas o esforço despendido para parecer tudo bem, e eu estar desencanada, às vezes é alto demais. São dias de uma solidão avassaladora, é pensar nos outros e ninguém pensar em ti. É ninguém te ligar no fim de semana, ou mesmo no meio da semana, para perguntar como foi o seu dia e se você está afim de tomar um sorvete ou sair com uma turma diferente da sua.
Não sei se não saio dessa por um fiapo de esperança de que esse esquema ainda pode dar certo ou se por pura incompetência para sair dele. Penso, e nem preciso pensar muito, para perceber a dura verdade. A verdade é que não inspiro em outras pessoas a magia, o encantamento meio cego, essa coisa essencial para o “amor”. Complicado, mas quanto mais pós-moderna e bacana mais complicada ficam as coisas no plano “amoroso”. Acho que sou imperfeita e complicada demais, para caras que almejam as perfeitinhas e bonitinhas em excesso, e dessa fase, já passei faz tempo (graças a Deus!).
Mas a bem da verdade é que nem eu caio nessa conversa. Não foi para focar na minha profissão que deixei as outras coisas de lado. Deixei-as de lado porque a bem da verdade é que me cansei de lidar com elas, não sei o que fazer para arrumar essas outras esferas. Sinto-me uma grande incompetente. Isso mesmo, uma incompetente.
Tenho que admitir que a linha que adotei para levar meus relacionamentos “amorosos” faliu completamente, apesar de ser uma linha tida como pós-moderna e bacana. Para quem vê de fora pode até pensar “putz, que menina bacana. Leva a vida dela tranqüila, no foda-se para os homens. Fica com quem bem entende. Se querem ela bem, se não querem amém, problema deles”. É foda, mas o esforço despendido para parecer tudo bem, e eu estar desencanada, às vezes é alto demais. São dias de uma solidão avassaladora, é pensar nos outros e ninguém pensar em ti. É ninguém te ligar no fim de semana, ou mesmo no meio da semana, para perguntar como foi o seu dia e se você está afim de tomar um sorvete ou sair com uma turma diferente da sua.
Não sei se não saio dessa por um fiapo de esperança de que esse esquema ainda pode dar certo ou se por pura incompetência para sair dele. Penso, e nem preciso pensar muito, para perceber a dura verdade. A verdade é que não inspiro em outras pessoas a magia, o encantamento meio cego, essa coisa essencial para o “amor”. Complicado, mas quanto mais pós-moderna e bacana mais complicada ficam as coisas no plano “amoroso”. Acho que sou imperfeita e complicada demais, para caras que almejam as perfeitinhas e bonitinhas em excesso, e dessa fase, já passei faz tempo (graças a Deus!).
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Minas
Final de semana passado viajei a trabalho. Viagem de trem para o Vale do Rio Doce. Viagem bonita cheia de sensações. O trem seguindo o seu trilho, o lindo mar de morros das Gerais passando pela janela com o vagar que ela merece. Durante todo o trajeto eu só pensava, isso merece um belo post no blog, já que não tenho aqui comigo uma máquina fotográfica para compartilhar o que os meus olhos de mineira apaixonada por sua terra viram. Muitas coisas passaram pela minha cabeça durante o trajeto sobre a mineiridade, o trem, o ferro, Carlos Drummond, essa Minas que se impregna na gente. Pensei comigo, ao me deparar com a Minas que passava sem pressa pela janela, “agora entendo porque mineiro vai de trem”. O trem me deixou numa estação vazia, abandonada quase, só poeira e a sensação de uma viagem no tempo. Não, não tinha viajado no tempo, era a Minas que não conhecia, essa sim anda devagar, muito diferente do ritmo meio frenético belo horizontino ao qual me acostumei. Sensação muito agradável de ter a oportunidade e os olhos muito abertos e sedentos de ver essa nova Minas. Bom sentir-se livre, vida com gosto de pé-de-moleque, na frente o horizonte azul e repleto de montanhas, e no peito a inesquecível sensação dos apaixonados. É, o mineiro pode até deixar Minas, mas Minas nunca sai da gente. Assim que me sinto, a cada dia há uma Minas mais forte dentro de mim. A cada trem, a cada pé-de-moleque, a cada pão de queijo, a cada cafezinho com broa, a cada poema de Drummond, a cada olhar à Serra do Curral, a cada uai, me embebedo apaixonadamente dessa deliciosa Minas Gerais.
sábado, 14 de junho de 2008
Pensamentos breves
Sinto que estou distante do blog, apesar de que não fazem nem duas semanas desde o meu último post. É que muitas coisas aconteceram de lá para cá e não tive muito tempo para escrever, afinal nem sequer pude assimilar tudo direito. As coisas vão tomando seu lugar aos poucos.
Duas semanas e uma mudança de rumo, novo trabalho, nova história, novas perspectivas. Tudo se encaminha para mim, sinto-me bem apesar de algumas pessoas queridas estarem com problemas graves (bem graves eu diria).
Hoje, finalmente, sinto que despertei e sai da banheira na qual estava me afogando, é que a vida bateu na minha porta.
Duas semanas e uma mudança de rumo, novo trabalho, nova história, novas perspectivas. Tudo se encaminha para mim, sinto-me bem apesar de algumas pessoas queridas estarem com problemas graves (bem graves eu diria).
Hoje, finalmente, sinto que despertei e sai da banheira na qual estava me afogando, é que a vida bateu na minha porta.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Hoje sinto que essa música fala de mim. Ou melhor, eu falo através dessa música....
Ángel (Llegas)
No vi las cosas apartadas de ti
Directamente soportabas la luz
Este silencio inmenso desde aun
Es doloroso esta tan sobrio
Hace frio aqui
Abrigate
Tengo tanto miedo de volverte a ver
Si lo que quieres lo pudiste elegir
Despues de todo fue un desperdicio
Tal vez mañana me arrodille a rezar
En las fronteras no hay atoes
Otra vez tu madre
Me vencera
Hasta que puedas descansar
Ahora me voy
Se ha bajado el telón
Llegó la fecha de mi vencimiento
Consigo un supervisor
Que no sepa quien soy
Que me ponga ausente
Y que pase el siguiente
Me ha faltado la respiracion
Ahora he comprobado
Que somos más
Que sangre y barro
Somos las cosas que ha pasado
Hace frio aqui abrigate
Tengo tanto miedo de volverte a ver
Ahora me voy
Se ha bajado el telon
Llegó la fecha de mi vencimiento
Consigo un supervisor
Que no sepa quien soy
Que me ponga ausente
Y que pase el siguiente
Me ha faltado la respiración
Despues de tantas voces
Yo me siento normal
Herido despertando
No ha sido casualidad
Donde, donde te voy a encontrar
Si aqui adentro
Siento una necesidad
De decirte
Que he conocido un angel
Susceptible
Y que me quiere llevar
El poliniza miles
De canciones y cicatrices
Que las hace brotar
Dame un poquito no mas
Dame un poquito no mas
Ángel (Llegas)
No vi las cosas apartadas de ti
Directamente soportabas la luz
Este silencio inmenso desde aun
Es doloroso esta tan sobrio
Hace frio aqui
Abrigate
Tengo tanto miedo de volverte a ver
Si lo que quieres lo pudiste elegir
Despues de todo fue un desperdicio
Tal vez mañana me arrodille a rezar
En las fronteras no hay atoes
Otra vez tu madre
Me vencera
Hasta que puedas descansar
Ahora me voy
Se ha bajado el telón
Llegó la fecha de mi vencimiento
Consigo un supervisor
Que no sepa quien soy
Que me ponga ausente
Y que pase el siguiente
Me ha faltado la respiracion
Ahora he comprobado
Que somos más
Que sangre y barro
Somos las cosas que ha pasado
Hace frio aqui abrigate
Tengo tanto miedo de volverte a ver
Ahora me voy
Se ha bajado el telon
Llegó la fecha de mi vencimiento
Consigo un supervisor
Que no sepa quien soy
Que me ponga ausente
Y que pase el siguiente
Me ha faltado la respiración
Despues de tantas voces
Yo me siento normal
Herido despertando
No ha sido casualidad
Donde, donde te voy a encontrar
Si aqui adentro
Siento una necesidad
De decirte
Que he conocido un angel
Susceptible
Y que me quiere llevar
El poliniza miles
De canciones y cicatrices
Que las hace brotar
Dame un poquito no mas
Dame un poquito no mas
sábado, 31 de maio de 2008
Sem choro nem vela
Sempre que ando de ônibus me perco em pensamentos, nas ruas, nas pessoas, nos ruídos, no movimento incessante da cidade, na arquitetura urbana. E, dia desses numa dessas minhas viagens saltam aos meus olhos a cada instante, tanto que não resta nem tempo para respirar, publicidades, mil delas, outdoors, vitrines, cartazes, um monte de impulso visual me lembrando do dia dos namorados.
Mas, putz! Já? Que saco! Primeiro, porque tenho verdadeira antipatia com essas comemorações comerciais. Muito desagradável ter a obrigação de demonstrar nosso carinho (comprar presentes) pelas pessoas em determinadas datas. E se no dia eu estiver brigada com a pessoa? E se eu estiver de mau humor? Se não quiser ver ninguém? Então quer dizer que sou uma desalmada sem coração porque não comprei nenhum presentinho para a minha mãe no “dia dela”, ou porque estava na pindaíba, ou porque simplesmente não encontrei algo que diga de nós duas, ou ainda porque não estava com a menor paciência de enfrentar essa fúria do comércio? Ah! Faça-me o favor! Não tenho, e não tenho mesmo, a menor paciência para isso, ainda que eu adore dar presentes, que eu adore comprar coisas que sejam a “cara” das pessoas com quem convivo.
Bom, já odeio as datas comerciais, mas é pior ainda se é dia dos namorados. Aí que minha ojeriza aumenta uns 100%. Porquê, os senhores devem estar se perguntando. Os motivos são simples e faço questão de enumerá-los a seguir.
1- Porque sempre quem passa o dia dos namorados sozinho é visto como fracassado? Odeio as pessoas perguntarem o que você vai fazer nesse dia e te olharem com aquela cara de desprezo quando você responde que não vai fazer nada, que vai para casa, como todos os dias normais, jantar com a sua família e assistir a sua querida novela das oito. Porque isso? Virou crime ser solteiro, ou então não ligar para esse tipo de coisa?
2- Se existe dia dos namorados porque não existe o dia dos solteiros? Não seria justo? Mas é claro que não existe, porque essa não seria uma data rentável para o comércio, né? Imagina se alguém vai dar aquele presente para o solteiro mais bacana que conhece? Claro que não... Ser solteiro não merece um “prêmio” especial. Apesar de que, venhamos e convenhamos, uma pessoa que consegue ser solteiro com estilo bem que merece um prêmio, não é não? Se bem que o melhor prêmio é a vida tranqüila sem encheção de saco.
3- Porque eu tenho trauma de dia dos namorados. É isso mesmo, tenho trauma e não tenho problema nenhum em falar disso. Nesses meus 24 anos de vida eu estava namorando somente dois anos nessa data fatídica, e em um outro ano eu estava meio enrolada...
Minha primeira vez com namorado no dia D, expectativa mil, sonhos os mais maravilhosos, felicidade estampada na cara (é que nessa época eu ainda era uma garota romântica), e que coisa... Eu toda feliz, vou passar o dia inteirinho com o então namorado querido do coração, e qual não é minha surpresa quando ganho de presente um livro cujo nome é “Mujeres Alteradas”. Como assim? Que coisa mais anti-romântica. O meu então queridíssimo namorado estava me chamando de alterada? É para namorá-lo... Mas, enfim. Como gostar de tal data com um começo um tanto quanto diferente?
Segundo dia dos namorados, com o mesmíssimo da história anterior, aí sim surgiu o romantismo. Jantar a luz de velas, vinho, chocolate, pétalas de rosa... A intenção foi boa, só o menu que não ajudou muito. Não lembro exatamente o que era, mas não era lá o meu prato preferido...
O terceiro. Bom o terceiro foi com mais de mil quilômetros de distancia me separando do cara com que eu estava enrolada. Ou seja, nada de encontro, beijos, jantar, vinho e todo esse blá, blá, blá. Simples e nada piegas, talvez por isso possa ter sido o melhor.
Ai, ai, ai. E aqui jaz o meu grito de morte a essa data esdrúxula que deveria ser banida do nosso calendário. Morte ao dia dos namorados! E tenho dito.
Mas, putz! Já? Que saco! Primeiro, porque tenho verdadeira antipatia com essas comemorações comerciais. Muito desagradável ter a obrigação de demonstrar nosso carinho (comprar presentes) pelas pessoas em determinadas datas. E se no dia eu estiver brigada com a pessoa? E se eu estiver de mau humor? Se não quiser ver ninguém? Então quer dizer que sou uma desalmada sem coração porque não comprei nenhum presentinho para a minha mãe no “dia dela”, ou porque estava na pindaíba, ou porque simplesmente não encontrei algo que diga de nós duas, ou ainda porque não estava com a menor paciência de enfrentar essa fúria do comércio? Ah! Faça-me o favor! Não tenho, e não tenho mesmo, a menor paciência para isso, ainda que eu adore dar presentes, que eu adore comprar coisas que sejam a “cara” das pessoas com quem convivo.
Bom, já odeio as datas comerciais, mas é pior ainda se é dia dos namorados. Aí que minha ojeriza aumenta uns 100%. Porquê, os senhores devem estar se perguntando. Os motivos são simples e faço questão de enumerá-los a seguir.
1- Porque sempre quem passa o dia dos namorados sozinho é visto como fracassado? Odeio as pessoas perguntarem o que você vai fazer nesse dia e te olharem com aquela cara de desprezo quando você responde que não vai fazer nada, que vai para casa, como todos os dias normais, jantar com a sua família e assistir a sua querida novela das oito. Porque isso? Virou crime ser solteiro, ou então não ligar para esse tipo de coisa?
2- Se existe dia dos namorados porque não existe o dia dos solteiros? Não seria justo? Mas é claro que não existe, porque essa não seria uma data rentável para o comércio, né? Imagina se alguém vai dar aquele presente para o solteiro mais bacana que conhece? Claro que não... Ser solteiro não merece um “prêmio” especial. Apesar de que, venhamos e convenhamos, uma pessoa que consegue ser solteiro com estilo bem que merece um prêmio, não é não? Se bem que o melhor prêmio é a vida tranqüila sem encheção de saco.
3- Porque eu tenho trauma de dia dos namorados. É isso mesmo, tenho trauma e não tenho problema nenhum em falar disso. Nesses meus 24 anos de vida eu estava namorando somente dois anos nessa data fatídica, e em um outro ano eu estava meio enrolada...
Minha primeira vez com namorado no dia D, expectativa mil, sonhos os mais maravilhosos, felicidade estampada na cara (é que nessa época eu ainda era uma garota romântica), e que coisa... Eu toda feliz, vou passar o dia inteirinho com o então namorado querido do coração, e qual não é minha surpresa quando ganho de presente um livro cujo nome é “Mujeres Alteradas”. Como assim? Que coisa mais anti-romântica. O meu então queridíssimo namorado estava me chamando de alterada? É para namorá-lo... Mas, enfim. Como gostar de tal data com um começo um tanto quanto diferente?
Segundo dia dos namorados, com o mesmíssimo da história anterior, aí sim surgiu o romantismo. Jantar a luz de velas, vinho, chocolate, pétalas de rosa... A intenção foi boa, só o menu que não ajudou muito. Não lembro exatamente o que era, mas não era lá o meu prato preferido...
O terceiro. Bom o terceiro foi com mais de mil quilômetros de distancia me separando do cara com que eu estava enrolada. Ou seja, nada de encontro, beijos, jantar, vinho e todo esse blá, blá, blá. Simples e nada piegas, talvez por isso possa ter sido o melhor.
Ai, ai, ai. E aqui jaz o meu grito de morte a essa data esdrúxula que deveria ser banida do nosso calendário. Morte ao dia dos namorados! E tenho dito.
terça-feira, 20 de maio de 2008
Reconhecimentos
É mais comum do que eu gostaria que eu me pegue pensando: Será que essa sou eu de verdade? Sei que parece complicado o que estou dizendo, mas é que às vezes não reconheço em minha essência essa Garota maluca, divertida, faladeira, extrovertida. Sim, porque muitos reconhecem em mim essa pessoa, inclusive assim me definem. Mas, são muitas as vezes em que essa Garota não existe, e o que habita em mim é a Menina transparente, tímida, reservada, que não sabe o que falar e nem como agir. Aliás, essa Menina nunca deixou de estar em mim, nem nos momentos que a Garota extrovertida estava em seu (ou meu?) ápice.
E é aí em que eu me pego pensando: afinal, o que será em mim carapuça o que será essência? O que será real e o que será simulacro? Será que tudo mesmo é ou não é? Aí que me confundo toda e já não sei de mais nada. Ou melhor, sei de uma coisa. A Menina, essa que reconheço em mim desde os remotos tempos da infância, que esteve comigo durante toda a adolescência, e que ainda encontro (mesmo que não tão freqüentemente) nos dias de hoje, essa sim é uma grande parcela de mim. Arriscaria dizer que ela é minha essência, quando ela vem à tona é quando me sinto mais exposta, mais frágil, mais eu... É quando sinto que estou vulnerável, é quando o Outro pode conhecer, verdadeiramente, o que habita dentro de mim: meus sonhos, meus desejos, meus sentimentos, eu...
E que medo eu tenho disso. Sei lá, às vezes acho que a Garota existe para proteger a Menina. É ela quem permite que a Menina viva as coisas mais incríveis, conheça gente a mais diversa, ria e se divirta como, talvez, ela nunca tivesse coragem. Mas ao mesmo tempo a Garota oculta uma parte tão singela, tão simples e tão suave da Menina. Muitos nem se quer imaginam que por trás daquela Garota firme, decidida, maluca e falante, existe uma Menina de olhar doce, sorriso suave, e coração maior do que ela mesma.
Num primeiro momento, o leitor (ou amigo) desatento poderia dizer que a Garota é a carapuça que esconde a essência (real e verdadeira) da Menina. Será mesmo? Bom, tudo bem a Garota é uma carapuça, é um simulacro. Afinal, ela que habita a minha camada “superior”, ela é um produto meu, eu que a inventei desse jeitinho, de um modo ou de outro fui eu quem a fez ser assim. Ela é um produto da minha realidade, de como resolvi lidar com as coisas, com as pessoas. Melhor dizendo, ela foi o eu que construir para preservar a Menina, tão frágil, deste mundo tão maluco. A Menina? Essa é a essência, a que habita minha camada “interior”, vinda à tona quando alguém faz com que a Garota perca a ação. A Menina se me escapa das mãos, não consigo controla-la, quando dou por mim ela já me entregou por inteira. Ambas, muito eu, oras mais oras menos.
E é aí em que eu me pego pensando: afinal, o que será em mim carapuça o que será essência? O que será real e o que será simulacro? Será que tudo mesmo é ou não é? Aí que me confundo toda e já não sei de mais nada. Ou melhor, sei de uma coisa. A Menina, essa que reconheço em mim desde os remotos tempos da infância, que esteve comigo durante toda a adolescência, e que ainda encontro (mesmo que não tão freqüentemente) nos dias de hoje, essa sim é uma grande parcela de mim. Arriscaria dizer que ela é minha essência, quando ela vem à tona é quando me sinto mais exposta, mais frágil, mais eu... É quando sinto que estou vulnerável, é quando o Outro pode conhecer, verdadeiramente, o que habita dentro de mim: meus sonhos, meus desejos, meus sentimentos, eu...
E que medo eu tenho disso. Sei lá, às vezes acho que a Garota existe para proteger a Menina. É ela quem permite que a Menina viva as coisas mais incríveis, conheça gente a mais diversa, ria e se divirta como, talvez, ela nunca tivesse coragem. Mas ao mesmo tempo a Garota oculta uma parte tão singela, tão simples e tão suave da Menina. Muitos nem se quer imaginam que por trás daquela Garota firme, decidida, maluca e falante, existe uma Menina de olhar doce, sorriso suave, e coração maior do que ela mesma.
Num primeiro momento, o leitor (ou amigo) desatento poderia dizer que a Garota é a carapuça que esconde a essência (real e verdadeira) da Menina. Será mesmo? Bom, tudo bem a Garota é uma carapuça, é um simulacro. Afinal, ela que habita a minha camada “superior”, ela é um produto meu, eu que a inventei desse jeitinho, de um modo ou de outro fui eu quem a fez ser assim. Ela é um produto da minha realidade, de como resolvi lidar com as coisas, com as pessoas. Melhor dizendo, ela foi o eu que construir para preservar a Menina, tão frágil, deste mundo tão maluco. A Menina? Essa é a essência, a que habita minha camada “interior”, vinda à tona quando alguém faz com que a Garota perca a ação. A Menina se me escapa das mãos, não consigo controla-la, quando dou por mim ela já me entregou por inteira. Ambas, muito eu, oras mais oras menos.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Viva a (sua) liberdade
Em um texto do Arnaldo Jabor que falava sobre como as pessoas encaravam o sexo ao longo do tempo e das tendências comportamentais de cada década,teve uma frase que me chamou muito a atenção. Ela dissia assim: "O excesso de liberdade está virando obrigação, temos de ser tão soltos que isso desumaniza, mata o desejo, que precisa do afeto, da carência, da solidão".
Fiquei pensando nisso. E não é que é verdade! Claro que é muito legal isso de termos a liberdade de podermos escolher e traçar o nosso caminho, sexualmente falando, sem tantos preconceitos, sem tantos olhares tortos e tals. Digo o sem TANTOS, porque vivendo em Minas não dá para não se deparar vez por outra com a tal e amedrontadora TFM - Tradiconal Família Mineira. Mas, o chato é quando essa liberdade vira obrigação, parece que para estarmos in, para sermos cools precisamos ser descolados, livres de parceiros, desprendidos dessas coisas "caretas" como o amor, a paixão, e o afeto. Respeito muito quem pensa assim, e até acho que isso funciona para um monte de gente, que teve a liberdade de escolher sua vida "amorosa" assim sem que haja um envolvimento além do carnal. Acho até que todo mundo um dia passa ou deveria passar por essa fase, nem que seja para, pelo menos uma vez, sair um pouco dessa ilusão do amor romantico.
Mas isso não deve ser regra. Oras, temos que respeitar aqueles que com a sua liberdade, eligiram tomar um outro caminho. Aqueles que querem mais do que o encontro de dois (ou mais) corpos. O que muitos não entendem é que isso também pode ser uma coisa muito bacana. Eu também acho que todo mundo deveria experimentar isso um dia.
Porém, como disse o Jabor, tudo o que vira obrigação acaba matando o desejo, desumanizando o afeto. E acho que isso vale tanto para um lado como para o outro, tanto na tentativa insana de viver de relacionamentos sem envolvimento, quanto não busca louca pelo amor romantico. Acho, ou melhor tenho certeza, que as coisas devem acontecer naturalmente. Um dia, pode bem acontecer de você ficar só por uma noite com completo desconhecido. E no outro você pode permitir que alguém entre em sua vida. O importante é que deixemos que as coisas aconteçam, que não nos forcemos a coisas que não estão rolando, seja porque não é o nosso tempo, seja porque nosso desejo não permita, seja lá qual for o motivo. Temos que aprender, acima de tudo, estarmos sozinhos, ouvirmos o que é que nós precisamos. Creio que a chave para melhor usfruirmos de toda essa liberdade que temos hoje em dia é escutarmos nossos desejos, nossos limites (ou a falta deles), tentarmos não ficarmos engessados em uma situação (o que é bom hoje, pode não ser amanhã), e, é claro, deixar que as coisas possam acontecer com você. E viva a liberdade!
Fiquei pensando nisso. E não é que é verdade! Claro que é muito legal isso de termos a liberdade de podermos escolher e traçar o nosso caminho, sexualmente falando, sem tantos preconceitos, sem tantos olhares tortos e tals. Digo o sem TANTOS, porque vivendo em Minas não dá para não se deparar vez por outra com a tal e amedrontadora TFM - Tradiconal Família Mineira. Mas, o chato é quando essa liberdade vira obrigação, parece que para estarmos in, para sermos cools precisamos ser descolados, livres de parceiros, desprendidos dessas coisas "caretas" como o amor, a paixão, e o afeto. Respeito muito quem pensa assim, e até acho que isso funciona para um monte de gente, que teve a liberdade de escolher sua vida "amorosa" assim sem que haja um envolvimento além do carnal. Acho até que todo mundo um dia passa ou deveria passar por essa fase, nem que seja para, pelo menos uma vez, sair um pouco dessa ilusão do amor romantico.
Mas isso não deve ser regra. Oras, temos que respeitar aqueles que com a sua liberdade, eligiram tomar um outro caminho. Aqueles que querem mais do que o encontro de dois (ou mais) corpos. O que muitos não entendem é que isso também pode ser uma coisa muito bacana. Eu também acho que todo mundo deveria experimentar isso um dia.
Porém, como disse o Jabor, tudo o que vira obrigação acaba matando o desejo, desumanizando o afeto. E acho que isso vale tanto para um lado como para o outro, tanto na tentativa insana de viver de relacionamentos sem envolvimento, quanto não busca louca pelo amor romantico. Acho, ou melhor tenho certeza, que as coisas devem acontecer naturalmente. Um dia, pode bem acontecer de você ficar só por uma noite com completo desconhecido. E no outro você pode permitir que alguém entre em sua vida. O importante é que deixemos que as coisas aconteçam, que não nos forcemos a coisas que não estão rolando, seja porque não é o nosso tempo, seja porque nosso desejo não permita, seja lá qual for o motivo. Temos que aprender, acima de tudo, estarmos sozinhos, ouvirmos o que é que nós precisamos. Creio que a chave para melhor usfruirmos de toda essa liberdade que temos hoje em dia é escutarmos nossos desejos, nossos limites (ou a falta deles), tentarmos não ficarmos engessados em uma situação (o que é bom hoje, pode não ser amanhã), e, é claro, deixar que as coisas possam acontecer com você. E viva a liberdade!
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Felicidade
Felicidade é coisa muito particular, cada um é feliz a sua maneira. Cada um tem os momentos de felicidade que lhe cabem, de acordo com sua individualidade. Uns precisam de grandes castelos, outros apenas uns grãos de areia...
Para mim a felicidade pode habitar milhares de espaços. Lá está ela na noite de lua cheia, no sorriso cúmplice, no olho no olho, num gesto de afeto, num e-mail vindo de longe, num telefonema inesperado, numa mensagem que chega numa tarde ociosa, numa risada despretensiosa, numa conversa fiada, num encontro sem hora para acabar, na mão amiga de quem sabe de tudo mesmo que você não diga nada, na companhia em silêncio, numa música que traz boas recordações, nas fotos antigas, na janelinha que pula, no amigo que te pergunta “como você está” justo no dia que você mais precisa, no encontro inesperado no meio da rua, no bolo de cenoura com cobertura de chocolate, pizza no fim de semana, rosbife em pleno dia de semana, coca-cola bem gelada numa tarde quente, cerveja no boteco da esquina com os amigos mais queridos, de repente escutar um “Che, boludo!”, janelinhas pulando, falar espanhol, ir no meu cinema preferido no domingo à tarde, ver filmes argentinos, comer empanada, amigas em casa, dançar até não se aguentar mais em pé, cachoeira, praia, sítio, piscina + churrasco num dia de verão, friozinho, vinho, queijo, edredom, poesia, ficar sozinha, ter uma boa companhia, chegar em casa com o dia amanhecendo feliz da vida... Isso tudo e mais um pouco junto numa caixinha e posso materializar o que me faz feliz.
Para mim a felicidade pode habitar milhares de espaços. Lá está ela na noite de lua cheia, no sorriso cúmplice, no olho no olho, num gesto de afeto, num e-mail vindo de longe, num telefonema inesperado, numa mensagem que chega numa tarde ociosa, numa risada despretensiosa, numa conversa fiada, num encontro sem hora para acabar, na mão amiga de quem sabe de tudo mesmo que você não diga nada, na companhia em silêncio, numa música que traz boas recordações, nas fotos antigas, na janelinha que pula, no amigo que te pergunta “como você está” justo no dia que você mais precisa, no encontro inesperado no meio da rua, no bolo de cenoura com cobertura de chocolate, pizza no fim de semana, rosbife em pleno dia de semana, coca-cola bem gelada numa tarde quente, cerveja no boteco da esquina com os amigos mais queridos, de repente escutar um “Che, boludo!”, janelinhas pulando, falar espanhol, ir no meu cinema preferido no domingo à tarde, ver filmes argentinos, comer empanada, amigas em casa, dançar até não se aguentar mais em pé, cachoeira, praia, sítio, piscina + churrasco num dia de verão, friozinho, vinho, queijo, edredom, poesia, ficar sozinha, ter uma boa companhia, chegar em casa com o dia amanhecendo feliz da vida... Isso tudo e mais um pouco junto numa caixinha e posso materializar o que me faz feliz.
E você? O que te faz feliz?
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Ser o outro
Na vida da gente sempre acontecem coisas que nos fazem parar para pensar um momento e, quem sabe, nos fazem mudar de rumo. Hoje recebi uma notícia triste e que mexeu bastante comigo. Uma amiga contou que o Pexe, um cara de 20 e poucos anos, que morou na mesma casa que eu em Córdoba só que nos segundo semestre de 2006 (eu estive por lá no primeiro semestre daquele ano) havia morrido esses dias de câncer. Apesar de não o ter conhecido pessoalmente, fiquei chocada e bem triste. Afinal, ele era grande amigo do Ricardo (esse sim um big hermano) e já tinha ouvido muito casos dos dois e das suas aventuras em terras gaúchas. E sempre tive uma visão dele, como sendo assim como o Ricardo, um moleque cheio de vida, super alegre e divertido. Putz! Difícil pensar que um jovem de 20 e poucos anos (acho que ele era mais novo que eu), recém formado tenha ido assim, ainda com um futuro todo pela frente.
Foi um banho de água fria. E o que eu tenho feito da minha vida? A vida é realmente muito curta. Fico aqui reclamando, fico entediada, às vezes, acho que tudo está errado, que está tudo ruim. Mas que isso! É preciso que certas coisas aconteçam para que a gente perceba que cada dia é um milagre, e que ao invés de ficarmos aqui reclamando, e falando que podia ser assim e não assado, temos que “apenas” viver. E viver cada instante plenamente, desfrutar o máximo cada coisinha, cada amizade, cada presença, cada saudade, cada sorriso, cada palavra, tudo, tudinho até a “última gota”. É preciso lambuzar-se de vida, e ainda assim parece que sempre restará a sensação que nunca é o suficiente.
E olhem só que coisa. Com essa notícia do Pexe não pude deixar de pensar “e se fosse comigo? E se eu morresse amanhã? O que ficaria? O que eu deixaria? Quantas coisas ainda por fazer, tanta vida ainda para viver”. E ainda absorta nesses pensamentos vou preparando minhas aulas de espanhol quando me deparo com um texto que, putz, (é isso!) fala disso de se colocar no lugar do outro. Nada que eu fale aqui vai conseguir explicar, então cliquem por aqui e leiam o texto Ser el outro. Ele foi publicado no blog do Xavier L., um cara que está internado numa clínica psiquiátrica uma história impressionante.
Foi um banho de água fria. E o que eu tenho feito da minha vida? A vida é realmente muito curta. Fico aqui reclamando, fico entediada, às vezes, acho que tudo está errado, que está tudo ruim. Mas que isso! É preciso que certas coisas aconteçam para que a gente perceba que cada dia é um milagre, e que ao invés de ficarmos aqui reclamando, e falando que podia ser assim e não assado, temos que “apenas” viver. E viver cada instante plenamente, desfrutar o máximo cada coisinha, cada amizade, cada presença, cada saudade, cada sorriso, cada palavra, tudo, tudinho até a “última gota”. É preciso lambuzar-se de vida, e ainda assim parece que sempre restará a sensação que nunca é o suficiente.
E olhem só que coisa. Com essa notícia do Pexe não pude deixar de pensar “e se fosse comigo? E se eu morresse amanhã? O que ficaria? O que eu deixaria? Quantas coisas ainda por fazer, tanta vida ainda para viver”. E ainda absorta nesses pensamentos vou preparando minhas aulas de espanhol quando me deparo com um texto que, putz, (é isso!) fala disso de se colocar no lugar do outro. Nada que eu fale aqui vai conseguir explicar, então cliquem por aqui e leiam o texto Ser el outro. Ele foi publicado no blog do Xavier L., um cara que está internado numa clínica psiquiátrica uma história impressionante.
Bom, e por aqui vou ficando, voltando à minha vida com muita gana de ser feliz.
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Vagón Fumador

Ontem, domingo mais tedioso e mais demorado do que o normal. Estou irritadiça, cansada, de saco cheio. Na tv só se fala no caso Isabela, já não posso mais! Contrariando minha falta de sono me recolho ao meu quarto. Numa última tentativa antes de ficar rolando na cama, resolvo ver se alguma coisa no Canal Brasil salva essa noite domingueira. E que sorte a minha, já ia começar a sessão “Cone Sur”, ainda bem não sei se agüentaria um filme nacional, filme argentino inédito (para mim), melhor ainda.
Começo a ver o filme sem a menor idéia do que se trata e de onde ele vai me levar. Melhor assim, sem expectativas, sem frustração, tudo uma grande surpresa. E assim vai o Vagón me levando para o sub mundo de Buenos Aires, contando a história de um garoto de programa e de uma jovem, Reni, que já está farta de sua vida.
Não sei dizer ao certo se gostei ou não do filme, arrisco a dizer que gostei. Mas não posso deixar de dizer que ele mexeu comigo, de uma forma estranha que nada tem a ver com gostar ou não gostar. Não digo que fiquei angustiada com as cenas que revelam o sub mundo bonaerense, o sexo no caixa eletrônico, o ménage (se bem que essa cena mexeu comigo, não pela cena em si, mas pela a expressão de Reni). O que mexeu comigo, ainda não sei explicar que sensação experimentei, foi aquela menina cansada de sua vida, foi aquela banheira que pouco a pouco se tornava rubra, as coisas que ela disse, os sonhos que ela tem. É a identificação com essa jovem que também quer ser uma serpente, mas não que passa de um coelho.
Começo a ver o filme sem a menor idéia do que se trata e de onde ele vai me levar. Melhor assim, sem expectativas, sem frustração, tudo uma grande surpresa. E assim vai o Vagón me levando para o sub mundo de Buenos Aires, contando a história de um garoto de programa e de uma jovem, Reni, que já está farta de sua vida.
Não sei dizer ao certo se gostei ou não do filme, arrisco a dizer que gostei. Mas não posso deixar de dizer que ele mexeu comigo, de uma forma estranha que nada tem a ver com gostar ou não gostar. Não digo que fiquei angustiada com as cenas que revelam o sub mundo bonaerense, o sexo no caixa eletrônico, o ménage (se bem que essa cena mexeu comigo, não pela cena em si, mas pela a expressão de Reni). O que mexeu comigo, ainda não sei explicar que sensação experimentei, foi aquela menina cansada de sua vida, foi aquela banheira que pouco a pouco se tornava rubra, as coisas que ela disse, os sonhos que ela tem. É a identificação com essa jovem que também quer ser uma serpente, mas não que passa de um coelho.
O filme acabou e eu fiquei em cólicas (literalmente, não me agüentava dentro do meu corpo, parecia que eu precisava expelir, urgentemente, algo). Já não podia dormir. Sentia-me sufocada em meu quarto, em mim. “Estás solo y ya no puedes dormir. ¿A quién vas a contar tus pesadillas?”.
terça-feira, 22 de abril de 2008
Cansei
Cansei! Cansei do senso comum, cansei das mesmas perguntas, cansei de tentar responde-las, cansei de ter que ter uma explicação para tudo. Porquê não podemos simplesmente seguir em frente, nos perdermos em nós mesmos, nos encontrarmos de repente, sem ter que ficar falando, ficar racionalizando cada passo? Não seria tão mais fácil se todo mundo reconhecesse que cada um possui uma verdade, em vez de ficarem tentando encaixar situações (totalmente únicas) em modelos que a MINHA verdade diz que é totalmente falido?
Não, as coisas não são tão simples como gosto ou não gosto, fico ou não fico, quero ou não quero. Pode ser assim para pessoas assim, pode funcionar para um montão delas. Mas para mim isso não funciona. A minha situação não comporta, não se encaixa nesses velhos modelos. Há outros fatores que as pessoas parecem não ver. Não é, apenas, questão de gostar, de querer, de desejar, há também a vida, o tempo, as crenças, o passado, as expectativas de futuro. Não podemos simplesmente jogar isso fora, desrespeitar a individualidade de cada um exigindo respostas simples como sim ou não.
Não entendo porque as pessoas não conseguem ver que entre o sim e o não existe uma terceira via a ser traçada, única e exclusivamente por nós. Não é tão mais autentico traçarmos nosso próprio caminho, de acordo com nossos gostares, quereres, desejos, vida, tempo, passado e futuro? Não poderia dar muito mais certo fazermos o nosso caminho do que simplesmente adotarmos os que o senso comum acha possível?Agora minha ando na terceira via, mais pela impossibilidade de me encaixar do que pela repulsa das outras vias. O que me causa repulsa é o não entendimento do que foge do senso comum.
Não, as coisas não são tão simples como gosto ou não gosto, fico ou não fico, quero ou não quero. Pode ser assim para pessoas assim, pode funcionar para um montão delas. Mas para mim isso não funciona. A minha situação não comporta, não se encaixa nesses velhos modelos. Há outros fatores que as pessoas parecem não ver. Não é, apenas, questão de gostar, de querer, de desejar, há também a vida, o tempo, as crenças, o passado, as expectativas de futuro. Não podemos simplesmente jogar isso fora, desrespeitar a individualidade de cada um exigindo respostas simples como sim ou não.
Não entendo porque as pessoas não conseguem ver que entre o sim e o não existe uma terceira via a ser traçada, única e exclusivamente por nós. Não é tão mais autentico traçarmos nosso próprio caminho, de acordo com nossos gostares, quereres, desejos, vida, tempo, passado e futuro? Não poderia dar muito mais certo fazermos o nosso caminho do que simplesmente adotarmos os que o senso comum acha possível?Agora minha ando na terceira via, mais pela impossibilidade de me encaixar do que pela repulsa das outras vias. O que me causa repulsa é o não entendimento do que foge do senso comum.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Dos contos de fadas
Essa semana em conversa com uma amiga sobre relacionamentos, tema predileto da conversação feminina, ela me disse que se sentia frustrada que podia parecer besta, mas que ela no fundo sonhava viver em um conto de fadas. Na hora respondi que todo mundo sonhava viver um sonho de fadas, ter seu happy end para todo o sempre. Acrescentei que há muito eu já não sonhava viver um conto de fadas, que a minha vida estava mais para um Sexy and the city. Fiquei pensando nisso e em outras conversas que tive, uma também essa semana, e outra há alguns bom anos.
Primeiro sobre o conto de fadas. Bom, não sei bem quando passei a não querer-los como objetivo de vida. Fato é que nos meus 15 anos queria ser a Cinderela, e que mais recentemente fui comparada à Branca de Neve. Mas no fundo já faz tempo que não quero um conto de fadas. Porquê? Sei lá, acho que é mais interessante viver várias coisas, vários amores, do que simplesmente sofrer, sofrer, sofrer e depois como uma compensação encontrar um príncipe assim bonitinho, e sem muita personalidade (já perceberam que nada sabemos dos príncipes, além de que eles, apaixonados, salvaram a amada? Nem sabemos se eles roncam, se foram mulherengos, se são inteligentes, se gostam de poesia...) nos fazem “felizes para sempre”. Não, não acho que seja possível ser feliz para sempre assim algo tão raso.
Homens, tolos que são, sempre acreditam que nosso objetivo final é sim encontrar o príncipe encantado e ser feliz para sempre. Por causa disso, um ex numa briga, eu tentando terminar um namoro de dois anos, me disse que eu tinha a ilusão de que a vida era uma novela do Manuel Carlos. E tudo isso porquê? Só porque eu queria mais para mim, queria ser feliz, queria sair de um relacionamento que já não me acrescentava em nada, queria sair e ver o mundo, queria sair do comodismo, e queria voar... Ele não entendia que ter aquele tipo de relacionamento, o happy end para muitos, não era para mim. Ele achava que eu queria ser uma heroína, jogar o amor fora, sofrer e lutar para tê-lo de volta, para aí sim ter meu happy end. Mas não era nada disso. Nem contos de fadas, nem novela de Manoel Carlos, a vida é mais do que isso, pelo menos a vida que eu quero para mim.
E o que é então? Bom, continuando com as analogias que comecei, acho que a vida, pelo menos a minha, está mais para Sexy and the city do que para as outras opções acima mencionadas. Além de ser mais verossímil, há nela muito do que realmente somos. Se um dia estamos super felizes com um amor ou com um trabalho, pode ser que no episódio seguinte aquilo já não se encaixe ao que queremos. As pessoas, as relações, tudo muda a cada instante. Como o que é um happy end hoje pode continuar sendo amanhã? Não há nisso uma grande falha?
Por isso sigo pensando que contos de fadas e novelas são uma grande furada. Afinal, quem nos contou o pós? Quem garante que existe mesmo um “felizes para sempre”? Eu, sinceramente, não acredito. Prefiro continuar vivendo um dia de cada vez, com as intempéries, as mudanças, as surpresas. Afinal, como eu disse a um amigo essa semana, me sinto igual a Carrie. Uma mulher “selvagem”, livre, que precisa do seu lado de uma pessoa, assim como ela, que corra livre ao seu lado, e não que queira doma-la. Enfim, com quem se poda viver um encontro casual a cada dia. Mas isso é tema para outro post...
Primeiro sobre o conto de fadas. Bom, não sei bem quando passei a não querer-los como objetivo de vida. Fato é que nos meus 15 anos queria ser a Cinderela, e que mais recentemente fui comparada à Branca de Neve. Mas no fundo já faz tempo que não quero um conto de fadas. Porquê? Sei lá, acho que é mais interessante viver várias coisas, vários amores, do que simplesmente sofrer, sofrer, sofrer e depois como uma compensação encontrar um príncipe assim bonitinho, e sem muita personalidade (já perceberam que nada sabemos dos príncipes, além de que eles, apaixonados, salvaram a amada? Nem sabemos se eles roncam, se foram mulherengos, se são inteligentes, se gostam de poesia...) nos fazem “felizes para sempre”. Não, não acho que seja possível ser feliz para sempre assim algo tão raso.
Homens, tolos que são, sempre acreditam que nosso objetivo final é sim encontrar o príncipe encantado e ser feliz para sempre. Por causa disso, um ex numa briga, eu tentando terminar um namoro de dois anos, me disse que eu tinha a ilusão de que a vida era uma novela do Manuel Carlos. E tudo isso porquê? Só porque eu queria mais para mim, queria ser feliz, queria sair de um relacionamento que já não me acrescentava em nada, queria sair e ver o mundo, queria sair do comodismo, e queria voar... Ele não entendia que ter aquele tipo de relacionamento, o happy end para muitos, não era para mim. Ele achava que eu queria ser uma heroína, jogar o amor fora, sofrer e lutar para tê-lo de volta, para aí sim ter meu happy end. Mas não era nada disso. Nem contos de fadas, nem novela de Manoel Carlos, a vida é mais do que isso, pelo menos a vida que eu quero para mim.
E o que é então? Bom, continuando com as analogias que comecei, acho que a vida, pelo menos a minha, está mais para Sexy and the city do que para as outras opções acima mencionadas. Além de ser mais verossímil, há nela muito do que realmente somos. Se um dia estamos super felizes com um amor ou com um trabalho, pode ser que no episódio seguinte aquilo já não se encaixe ao que queremos. As pessoas, as relações, tudo muda a cada instante. Como o que é um happy end hoje pode continuar sendo amanhã? Não há nisso uma grande falha?
Por isso sigo pensando que contos de fadas e novelas são uma grande furada. Afinal, quem nos contou o pós? Quem garante que existe mesmo um “felizes para sempre”? Eu, sinceramente, não acredito. Prefiro continuar vivendo um dia de cada vez, com as intempéries, as mudanças, as surpresas. Afinal, como eu disse a um amigo essa semana, me sinto igual a Carrie. Uma mulher “selvagem”, livre, que precisa do seu lado de uma pessoa, assim como ela, que corra livre ao seu lado, e não que queira doma-la. Enfim, com quem se poda viver um encontro casual a cada dia. Mas isso é tema para outro post...
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Do encontro de almas
Escrever é cortar palavras. Como diria Drummond, “até mesmo as cartas extensas não dizem metade do que deixou de ser escrito”. Começo meu post dizendo isso que é para me justificar, com antecedência, a impossibilidade de exprimir em palavras a experiência que tive e que agora habita minha cabeça, minha alma e todos os recantos que possam existir em mim.
Afinal, como simples palavras poderiam ter a pretensão de explicar o que poemas, músicas, olhares, sorrisos, gestos não conseguiram? E olha que tudo isso esteve unido ao que eu chamaria de “aura mágica” e que fez parte de uma coisa muito maior e que está relacionado ao encontro de almas. Como me disse uma alma através das palavras de Fernando Pessoa: “As relações entre uma alma e outra, através de coisas tão incertas e divergentes como as palavras comuns e os gestos que se empreendem, são matéria de estranha complexidade”.
Mas, mesmo que as palavras sejam vãs diante de tal encontro, me arrisco a descrever o que ficou em mim, mesmo que uma infinidade de coisas que ainda não inventaram palavras para elas fique de fora.
Porque tal encontro me marcou tanto? Tanto que sou capaz de dizer que nunca, isso mesmo nunca, tive uma experiência que chegasse perto do cheguei a experimentar faz um par de dias. Nem com os homens que arrisquei a dizer que amei um dia, nem os dias mais felizes com eles chegaram próximo a esse encontro. Porque? Muitos devem estar achando que eu, finalmente, encontrei o amor da minha vida. Não, não é isso, pelo menos não esse amor romântico, tradicional, que todo mundo está acostumado. O que é? Não sei, acho que ainda não inventaram uma palavra capaz de ser fiel ao que aconteceu nesse encontro de duas almas muito particulares, e que se abriram, completamente, para o desejo que as impulsionavam.
Se é só desejo? Também não sei responder, mas arrisco a dizer que há muito mais coisas envolvidas. Há identificação, há sinceridade, há arte, há música, há poesia, há inquietação, há mistério... Todos esse ingredientes e mais um montão que sou incapaz de nomear que marcaram um encontro que homens comuns não são capazes de oferecer a uma mulher que quer mais do que os filmes românticos ditam.
Não tenho palavras para dizer o que senti, me limito a dizer que adorei demais tudo. E que o mistério do que é isso, e de onde isso vai parar é o que me move a querer mais e mais. Afinal, o que importa não é o “e agora?” e sim “o para onde?”. Mas como disse, mais uma vez, o Drummond: “O caminho é mais importante que a caminhada”.Bom, agora é hora de seguir meu caminho, “aunque sea solo hoy”...
Afinal, como simples palavras poderiam ter a pretensão de explicar o que poemas, músicas, olhares, sorrisos, gestos não conseguiram? E olha que tudo isso esteve unido ao que eu chamaria de “aura mágica” e que fez parte de uma coisa muito maior e que está relacionado ao encontro de almas. Como me disse uma alma através das palavras de Fernando Pessoa: “As relações entre uma alma e outra, através de coisas tão incertas e divergentes como as palavras comuns e os gestos que se empreendem, são matéria de estranha complexidade”.
Mas, mesmo que as palavras sejam vãs diante de tal encontro, me arrisco a descrever o que ficou em mim, mesmo que uma infinidade de coisas que ainda não inventaram palavras para elas fique de fora.
Porque tal encontro me marcou tanto? Tanto que sou capaz de dizer que nunca, isso mesmo nunca, tive uma experiência que chegasse perto do cheguei a experimentar faz um par de dias. Nem com os homens que arrisquei a dizer que amei um dia, nem os dias mais felizes com eles chegaram próximo a esse encontro. Porque? Muitos devem estar achando que eu, finalmente, encontrei o amor da minha vida. Não, não é isso, pelo menos não esse amor romântico, tradicional, que todo mundo está acostumado. O que é? Não sei, acho que ainda não inventaram uma palavra capaz de ser fiel ao que aconteceu nesse encontro de duas almas muito particulares, e que se abriram, completamente, para o desejo que as impulsionavam.
Se é só desejo? Também não sei responder, mas arrisco a dizer que há muito mais coisas envolvidas. Há identificação, há sinceridade, há arte, há música, há poesia, há inquietação, há mistério... Todos esse ingredientes e mais um montão que sou incapaz de nomear que marcaram um encontro que homens comuns não são capazes de oferecer a uma mulher que quer mais do que os filmes românticos ditam.
Não tenho palavras para dizer o que senti, me limito a dizer que adorei demais tudo. E que o mistério do que é isso, e de onde isso vai parar é o que me move a querer mais e mais. Afinal, o que importa não é o “e agora?” e sim “o para onde?”. Mas como disse, mais uma vez, o Drummond: “O caminho é mais importante que a caminhada”.Bom, agora é hora de seguir meu caminho, “aunque sea solo hoy”...
segunda-feira, 31 de março de 2008
Dos desejos
"Desejo é rapto, não é troca", apenas uma frase mais ou menos solta em meio à minha leitura. Mas como essas pequenas coisas são capazes de nos reter. Li, pela primeira vez com uma certa estranheza, mas segui minha leitura. Só que a leitura seguia e eu não pensava em nada além daquela frase. Voltei e li mais um milhão de vezes: "Desejo é rapto, não é troca".
Hummmm, interessante... Mas o que isso tem a ver comigo? A frase seguinte já me respondia: "uma pergunta sem resposta". Nossa, penso, realmente meus desejos são matéria de "estranha complexidade". Mas, peraí essa frase não me chamou a atenção por causa dos meus desejos, mas por causa dos desejos de uma outra pessoa (por mim?).
É isso mesmo, não sei se ele me deseja de fato, mas é real que quando ele me olha com aqueles profundos e misteriosos olhos azuis ele me rapta para o seu mundo de portas e janelas azuis, onde habitam gatos, música, cinema, vinho, queijo, tudo com uma leve penumbra misteriosa.
Enquanto tento transformar, em vão, tal desejo em troca (de confidencias, de segredos, de carinhos, de gestos ou de simples palavras) ele simplesmente me pega de surpresa, me leva para seu mundo particular, me despe dos meus pensamentos, das minhas tentivas de troca e já não sei para que me esforço tanto para entendê-lo.
Realmente desejo não é troca, ele é uma coisa que vai além do nosso consciente, é coisa que mexe em nossas entranhas, que nos rapta do pensamento superficial, e nos leva para a esfera do inimaginável.
Maluco? Bom, diria que é misterioso como a leve penumbra que envolve o mundo desse alguém que tem o poder de me raptar assim de repente, não mais do que de repente, e assim sempre de repente...
Hummmm, interessante... Mas o que isso tem a ver comigo? A frase seguinte já me respondia: "uma pergunta sem resposta". Nossa, penso, realmente meus desejos são matéria de "estranha complexidade". Mas, peraí essa frase não me chamou a atenção por causa dos meus desejos, mas por causa dos desejos de uma outra pessoa (por mim?).
É isso mesmo, não sei se ele me deseja de fato, mas é real que quando ele me olha com aqueles profundos e misteriosos olhos azuis ele me rapta para o seu mundo de portas e janelas azuis, onde habitam gatos, música, cinema, vinho, queijo, tudo com uma leve penumbra misteriosa.
Enquanto tento transformar, em vão, tal desejo em troca (de confidencias, de segredos, de carinhos, de gestos ou de simples palavras) ele simplesmente me pega de surpresa, me leva para seu mundo particular, me despe dos meus pensamentos, das minhas tentivas de troca e já não sei para que me esforço tanto para entendê-lo.
Realmente desejo não é troca, ele é uma coisa que vai além do nosso consciente, é coisa que mexe em nossas entranhas, que nos rapta do pensamento superficial, e nos leva para a esfera do inimaginável.
Maluco? Bom, diria que é misterioso como a leve penumbra que envolve o mundo desse alguém que tem o poder de me raptar assim de repente, não mais do que de repente, e assim sempre de repente...
sexta-feira, 21 de março de 2008
Vó Zezé
No meu aniversário de vinte e quatro anos ganhei um presente que nunca imaginaria poder ganhar. Ganhei o cheirinho da vovó Zezé. Isso mesmo, o cheirinho dela dado por ela mesma. A vovó, que também faz aniversário pertinho de mim, me deu de presente um perfume, logo para mim que não sou de usar perfumes e cremes (esse último aprendi a usar, esporadicamente, graças a insistência da mamãe e da Marina).
Experimento o perfume e hummmmm que cheirinho gostoso, nossa com esse cheirinho sou capaz de começar a usar perfume diariamente. Fiquei ali meio extasiada com aquele cheiro tentando identifica-lo, tinha alguma coisa nele que era diferente, que era especial, ele despertava em mim um sentimento muito bom. E depois de prestar muita atenção me dei conta do óbvio, e não era que aquele era o cheirinho da vó Zezé. O mesmo cheirinho que desde a minha infância acompanhavam os abraços da avó de cabelos fartos e brancos e vestido “folhal” nas visitas ao seu apartamento cheio de porta-retratos, elefantes, e pequenezas dos mais diversos tipos.
Depois de acabada a visita, sozinha no meu quarto levo o pulso ao nariz e lá permanece o cheiro que traz recordações de tudo o que se relaciona com essa avó tão querida e tão avó. Os biscoitos de nata no final do ano, o bolo peteleco, a escova de dente de girafa (a minha escova preferida durante toda a minha infância), a samambaia na copa (aquela que nos dias de festa a tia Eneida carregava na cabeça), os milhares de objetos antigos ou nem tanto espalhados por toda a casa, a visita do papai Noel nas noites de Natal.
Colcha de retalhos tecida na velha máquina de costura que já parou faz tempo. Máquina que fez a minha fantasia de fadinha para um carnaval distante. Lembranças da arrumação antes de ir para a casa da vó Zezé, roupa impecável, cabelo arrumadinho, sandalinha da Xuxa, para as brincadeiras com aquela velha boneca com o cabelo espevitado e que chorava quando a colocávamos de cabeça pra baixo – “não chora bonequinha” -, de infindáveis cadernos de colorir coloridos com as melhores canetinhas do planeta, de alfinetes de cabeças coloridas que se transformavam em casas, árvores, céus azuis, sóis sorridentes em uma das mil almofadas do antigo quarto do Julinho.
E os almoços na casa da vovó? Sem dúvida a nossa alegria quando o papai decidia que ficaríamos para almoçar. Comida de avó da melhor qualidade, tudo bem temperadinho, o bife sempre o melhor do universo (até hoje não comi algum que chegue aos pés, nem quando fui para a terra das melhores carnes do mundo), a batata “solteira” (cozida e frita para os simples mortais).
Experimento o perfume e hummmmm que cheirinho gostoso, nossa com esse cheirinho sou capaz de começar a usar perfume diariamente. Fiquei ali meio extasiada com aquele cheiro tentando identifica-lo, tinha alguma coisa nele que era diferente, que era especial, ele despertava em mim um sentimento muito bom. E depois de prestar muita atenção me dei conta do óbvio, e não era que aquele era o cheirinho da vó Zezé. O mesmo cheirinho que desde a minha infância acompanhavam os abraços da avó de cabelos fartos e brancos e vestido “folhal” nas visitas ao seu apartamento cheio de porta-retratos, elefantes, e pequenezas dos mais diversos tipos.
Depois de acabada a visita, sozinha no meu quarto levo o pulso ao nariz e lá permanece o cheiro que traz recordações de tudo o que se relaciona com essa avó tão querida e tão avó. Os biscoitos de nata no final do ano, o bolo peteleco, a escova de dente de girafa (a minha escova preferida durante toda a minha infância), a samambaia na copa (aquela que nos dias de festa a tia Eneida carregava na cabeça), os milhares de objetos antigos ou nem tanto espalhados por toda a casa, a visita do papai Noel nas noites de Natal.
Colcha de retalhos tecida na velha máquina de costura que já parou faz tempo. Máquina que fez a minha fantasia de fadinha para um carnaval distante. Lembranças da arrumação antes de ir para a casa da vó Zezé, roupa impecável, cabelo arrumadinho, sandalinha da Xuxa, para as brincadeiras com aquela velha boneca com o cabelo espevitado e que chorava quando a colocávamos de cabeça pra baixo – “não chora bonequinha” -, de infindáveis cadernos de colorir coloridos com as melhores canetinhas do planeta, de alfinetes de cabeças coloridas que se transformavam em casas, árvores, céus azuis, sóis sorridentes em uma das mil almofadas do antigo quarto do Julinho.
E os almoços na casa da vovó? Sem dúvida a nossa alegria quando o papai decidia que ficaríamos para almoçar. Comida de avó da melhor qualidade, tudo bem temperadinho, o bife sempre o melhor do universo (até hoje não comi algum que chegue aos pés, nem quando fui para a terra das melhores carnes do mundo), a batata “solteira” (cozida e frita para os simples mortais).
Quantas deliciosas recordações podem morar em um cheiro? Em se tratando vó Zezé, essa avó que para mim sempre foi como um modelo do que são as avós, com seus infindáveis truques, comidas, doces, delicadezas, não há como não resgatar todos esses anos de deliciosa convivência regados de pequenos gestos, sutilezas e cheiros que ficarão impregnados em mim por todo o sempre.
sexta-feira, 14 de março de 2008
Roda-viva
“O tempo rodou num instante, nas voltas do meu coração”. A cada dia que passa as músicas do Chico fazem mais sentido para mim. Hoje, com recém 24 anos completados (sim, queridos leitores, fiz aniversário essa semana) vejo como o mundo é essa grande roda-viva.
São 24 anos de esforços para tentar guiar o destino, os sentimentos e não é que “eis que chega a roda-vida e carrega o nosso destino para lá”.
Bom, não estou aqui para reclamar da minha impotência diante do meu futuro. Mas sim para dizer que hoje me sinto mais capaz de lidar bem melhor com essa roda-viva. Continuo querendo ter voz ativa e toda essa história, mas tenho consciência de que mesmo que tomemos as rédeas de nossas vidas (e temos que fazer isso de qualquer jeito), o destino sempre acaba nos surpreendendo e mudando nosso rumo. O que é ótimo! Afinal, já imaginou que chatice seria se soubéssemos exatamente o que nos aguarda daqui há 5, 10 ou 20 anos? Deus me livre! Bom mesmo é ser surpreendida, é passar por coisas que não imaginávamos, ter atitudes que antes tínhamos como impensadas, conhecer pessoas e lugares que (a princípio) não têm nada a ver conosco.
A única coisa que lamento é ter demorado em conseguir ver isso, para conseguir lidar com a vida. Mas não nascemos sabendo, né? E inclusive a minha fase dependente, na qual eu tinha a doce ilusão de que controlava todos os aspectos da minha vida, foi mais do que necessária, para que eu tomasse os meus tombos e aprendesse que a vida é muito mais do que nosso mundinho, nossa redoma de vidro. E para aprender é preciso quebrar esse vidro, é preciso deixar se intoxicar de vida, de imprevistos, de incertezas. Para aí sim, poder desfrutar das coisas que surgem nessa roda-viva.Sigo tomando muitos tombos no meu caminho, mas agora eles são diferentes. O prazer de levantar deles é enorme, e poder ver que a vida sempre nos dá de presente a mão amiga que nos ajuda a levantar (sim, sempre haverá uma mão amiga). O fato é que depois que consegui ver as coisas sob uma ótica diferente, parece que mundo gira rápido demais. São mil coisas que acontecem em tão pouco tempo. Será que foi o mundo que cresceu ou foi meu coração que deu mil voltas?
São 24 anos de esforços para tentar guiar o destino, os sentimentos e não é que “eis que chega a roda-vida e carrega o nosso destino para lá”.
Bom, não estou aqui para reclamar da minha impotência diante do meu futuro. Mas sim para dizer que hoje me sinto mais capaz de lidar bem melhor com essa roda-viva. Continuo querendo ter voz ativa e toda essa história, mas tenho consciência de que mesmo que tomemos as rédeas de nossas vidas (e temos que fazer isso de qualquer jeito), o destino sempre acaba nos surpreendendo e mudando nosso rumo. O que é ótimo! Afinal, já imaginou que chatice seria se soubéssemos exatamente o que nos aguarda daqui há 5, 10 ou 20 anos? Deus me livre! Bom mesmo é ser surpreendida, é passar por coisas que não imaginávamos, ter atitudes que antes tínhamos como impensadas, conhecer pessoas e lugares que (a princípio) não têm nada a ver conosco.
A única coisa que lamento é ter demorado em conseguir ver isso, para conseguir lidar com a vida. Mas não nascemos sabendo, né? E inclusive a minha fase dependente, na qual eu tinha a doce ilusão de que controlava todos os aspectos da minha vida, foi mais do que necessária, para que eu tomasse os meus tombos e aprendesse que a vida é muito mais do que nosso mundinho, nossa redoma de vidro. E para aprender é preciso quebrar esse vidro, é preciso deixar se intoxicar de vida, de imprevistos, de incertezas. Para aí sim, poder desfrutar das coisas que surgem nessa roda-viva.Sigo tomando muitos tombos no meu caminho, mas agora eles são diferentes. O prazer de levantar deles é enorme, e poder ver que a vida sempre nos dá de presente a mão amiga que nos ajuda a levantar (sim, sempre haverá uma mão amiga). O fato é que depois que consegui ver as coisas sob uma ótica diferente, parece que mundo gira rápido demais. São mil coisas que acontecem em tão pouco tempo. Será que foi o mundo que cresceu ou foi meu coração que deu mil voltas?
sábado, 8 de março de 2008
Ser mulher é...
Ser mulher é... uma infinidade de possibilidades. Mas com certeza a melhor coisa do mundo.
Nesse dia internacional da mulher quero compartilhar com vocês a maravilha e os perrengues de ser (ou pelo menos tentar ser) essa mulher do século XXI. Mas, afinal o que é ser essa mulher? Uma vez descrevi a uma grande amiga dizendo que ela é a típica mulher do século XXI: firme, decidida, que sabe o que quer, que corre atrás, que vai à luta, que conquista seu espaço, que não tem medo do que os outros pensam, que segue o coração, que vive intensamente, que chora quando acha que as coisas não estão dando certo, que precisa de colo de vez enquando, que dá a volta por cima depois de um mega tombo, que é cheia de contradições. É isso e muito mais. É carregar dentro de si um milhão de contradições: ser forte na profissão, determinada para conquistar o que se deseja, e ao mesmo tempo ser uma manteiga derretida quando apaixonada; é ser independente, firme e ao mesmo tempo frágil, sensível; saber o que quer em vários aspectos, e não ter idéia de que atitude tomar, que roupa vestir.
Não é fácil carregar dentro de si um mundo de contradições. Afinal, a mulher do século XXI é essa que pegou as caracteríticas que antes eram tidas como do sexo oposto (afinal, para fazer frente a eles e conquistarmos nosso espaço o mundo nos exige, força, firmeza, racionalidade, segurança) e fez com que elas convivessem com o que acham que é típico nosso (desde que o mundo é mundo as pessoas dizem que mulheres são seres sensíveis, passionais, intuitivas). Se já não era fácil conviver com esses opostos quando cada um habitava sexos distintos, imagina agora que eles habitam o mesmo corpo? Eu digo por mim. É duro, é difícil, é complicado. Às vezes acho que não vou dar conta, que explodirei com tanta confusão. Como posso dar conta de conviver com sentimentos tão distintos ao mesmo tempo? Não é nada fácil defender a sua independencia, acreditar que pode-se ser muito feliz não vivendo um amor romântico, e, ao mesmo tempo, ficar morrendo de vontade de viver uma comédia romântica, de querer alguém para ser seu cobertor de orelha, seu confidente, com quem se vê os filmes que você adora, toma vinho e tem uma boa conversa. É complicado querer construir uma carreira, ter que se dedicar de corpo e alma a uma profissão, e também querer construir uma família, ter seus filhos, pessoinhas que temos que dedicar muito mais do que nosso corpo e alma, mas nosso amor, nosso coração, nosso tempo, nossa paciência, nosso TUDO.
Não é fácil. Mas é maravilhoso ter isso tudo dentro da gente, de poder construir um mundo muito particular, muito complexo, muito gostoso. E que criatura na face da terra não se admira ao ter diante de si uma dessas mulheres do século XXI?
Nesse dia internacional da mulher quero compartilhar com vocês a maravilha e os perrengues de ser (ou pelo menos tentar ser) essa mulher do século XXI. Mas, afinal o que é ser essa mulher? Uma vez descrevi a uma grande amiga dizendo que ela é a típica mulher do século XXI: firme, decidida, que sabe o que quer, que corre atrás, que vai à luta, que conquista seu espaço, que não tem medo do que os outros pensam, que segue o coração, que vive intensamente, que chora quando acha que as coisas não estão dando certo, que precisa de colo de vez enquando, que dá a volta por cima depois de um mega tombo, que é cheia de contradições. É isso e muito mais. É carregar dentro de si um milhão de contradições: ser forte na profissão, determinada para conquistar o que se deseja, e ao mesmo tempo ser uma manteiga derretida quando apaixonada; é ser independente, firme e ao mesmo tempo frágil, sensível; saber o que quer em vários aspectos, e não ter idéia de que atitude tomar, que roupa vestir.
Não é fácil carregar dentro de si um mundo de contradições. Afinal, a mulher do século XXI é essa que pegou as caracteríticas que antes eram tidas como do sexo oposto (afinal, para fazer frente a eles e conquistarmos nosso espaço o mundo nos exige, força, firmeza, racionalidade, segurança) e fez com que elas convivessem com o que acham que é típico nosso (desde que o mundo é mundo as pessoas dizem que mulheres são seres sensíveis, passionais, intuitivas). Se já não era fácil conviver com esses opostos quando cada um habitava sexos distintos, imagina agora que eles habitam o mesmo corpo? Eu digo por mim. É duro, é difícil, é complicado. Às vezes acho que não vou dar conta, que explodirei com tanta confusão. Como posso dar conta de conviver com sentimentos tão distintos ao mesmo tempo? Não é nada fácil defender a sua independencia, acreditar que pode-se ser muito feliz não vivendo um amor romântico, e, ao mesmo tempo, ficar morrendo de vontade de viver uma comédia romântica, de querer alguém para ser seu cobertor de orelha, seu confidente, com quem se vê os filmes que você adora, toma vinho e tem uma boa conversa. É complicado querer construir uma carreira, ter que se dedicar de corpo e alma a uma profissão, e também querer construir uma família, ter seus filhos, pessoinhas que temos que dedicar muito mais do que nosso corpo e alma, mas nosso amor, nosso coração, nosso tempo, nossa paciência, nosso TUDO.
Não é fácil. Mas é maravilhoso ter isso tudo dentro da gente, de poder construir um mundo muito particular, muito complexo, muito gostoso. E que criatura na face da terra não se admira ao ter diante de si uma dessas mulheres do século XXI?
terça-feira, 4 de março de 2008
Encontros e despedidas
“A vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros pela vida”, já diria o mestre Vinícius de Moraes, o cara que sabia das coisas. Eu não posso fazer nada mais do que concordar e colocar aqui minhas reflexões sobre esse tema de encontros e desencontros.
Mas porque diabos, resolvi falar disso logo agora? Simples. Tudo isso resultou de uma conversa com alguém que não via há algum tempo, e conversando sobre o que era aquilo, porque de repente já não nos víamos com tanta freqüência, e quando nos encontramos “por acaso” rolou uma energia super bacana. Essa pessoa me soltou uma frase que me fez refletir muito. Ela me disse que tudo isso era “uma questão de encontro”. Nada mais nada menos que isso. Não, não estavam envolvidas questões complexas como desejos, expectativas, jogos e toda essa história, apenas encontros, e eu diria mais, desencontros também.
É, a vida prega cada peça na gente. Não adianta fazermos planos, criarmos expectativas e esperanças que a danada da vida se encarrega de providenciar os encontros e os desencontros que colocam tudo a perder, ou nos dão uma nova chance.
Fiquei pensando nisso não em relação a esse desencontro seguido de um novo encontro, mas também nos tantos outros encontros e desencontros que tive durante esse quase 24 anos de vida (ai, que já está chegando). Foram encontros fugazes, marcantes, divertidos, alguns que me fizeram perder a cabeça, outros que não conseguiram sequer desviar a minha atenção. Assim como foram tantos os encontros também foram os desencontros, alguns dramáticos, tristes, desesperadores, outros leves como uma brisa, daqueles que é resultado de um forte abraço, um sorriso no rosto e um até logo.Ainda não sei aonde chegarei com tanta divagação, acho que as coisas começaram a ficar um pouco confusas, né? O que é muito normal em se tratando da minha pessoa. Enfim, acho que a única coisa que eu queria dizer mesmo, o Vinícius já disse. Então, relaxemos que a vida se encarrega dos encontros.
Mas porque diabos, resolvi falar disso logo agora? Simples. Tudo isso resultou de uma conversa com alguém que não via há algum tempo, e conversando sobre o que era aquilo, porque de repente já não nos víamos com tanta freqüência, e quando nos encontramos “por acaso” rolou uma energia super bacana. Essa pessoa me soltou uma frase que me fez refletir muito. Ela me disse que tudo isso era “uma questão de encontro”. Nada mais nada menos que isso. Não, não estavam envolvidas questões complexas como desejos, expectativas, jogos e toda essa história, apenas encontros, e eu diria mais, desencontros também.
É, a vida prega cada peça na gente. Não adianta fazermos planos, criarmos expectativas e esperanças que a danada da vida se encarrega de providenciar os encontros e os desencontros que colocam tudo a perder, ou nos dão uma nova chance.
Fiquei pensando nisso não em relação a esse desencontro seguido de um novo encontro, mas também nos tantos outros encontros e desencontros que tive durante esse quase 24 anos de vida (ai, que já está chegando). Foram encontros fugazes, marcantes, divertidos, alguns que me fizeram perder a cabeça, outros que não conseguiram sequer desviar a minha atenção. Assim como foram tantos os encontros também foram os desencontros, alguns dramáticos, tristes, desesperadores, outros leves como uma brisa, daqueles que é resultado de um forte abraço, um sorriso no rosto e um até logo.Ainda não sei aonde chegarei com tanta divagação, acho que as coisas começaram a ficar um pouco confusas, né? O que é muito normal em se tratando da minha pessoa. Enfim, acho que a única coisa que eu queria dizer mesmo, o Vinícius já disse. Então, relaxemos que a vida se encarrega dos encontros.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Da Solidão
"Há muitas pessoas que sofrem do mal da solidão. Basta que em redor delas se arme o silêncio, que não se manifeste aos seus olhos nenhum presença humana, para que delas se apoderem imensa angústia: como se o peso do céu desabasse sobre a sua cabeça, como se dos horizontes se levantasse o anúnico do fim do mundo.
No entanto, haverá na terra verdadeira solidão? Não estamos todos cercados por inúmeros objetos, por infinitas formas da Natureza e o nosso mundo particular não está cheio de lembranças, de sonhos, de raciocínios, de idéias, que impedem uma total solidão?" (...)
(Cecília Meireles - Da Solidão)
Difícil é não se sentir só com tanta falta da verdadeira presença humana. Lembranças, sonhos, idéias acabam por encher ainda mais a sensação de vazio. O mundo se torna particular demais para a menina que ainda tem medo do escuro, do inseguro, e dos fantasmas da sua voz.
No entanto, haverá na terra verdadeira solidão? Não estamos todos cercados por inúmeros objetos, por infinitas formas da Natureza e o nosso mundo particular não está cheio de lembranças, de sonhos, de raciocínios, de idéias, que impedem uma total solidão?" (...)
(Cecília Meireles - Da Solidão)
Difícil é não se sentir só com tanta falta da verdadeira presença humana. Lembranças, sonhos, idéias acabam por encher ainda mais a sensação de vazio. O mundo se torna particular demais para a menina que ainda tem medo do escuro, do inseguro, e dos fantasmas da sua voz.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Titanic - a saga continua
É queridos leitores, sigo vivendo num Titanic. Para quem não sabe do que eu estou falando basta dar uma visitadinha básica no meu blog antigo, com as aventuras argentinas, e dar uma conferida na primeira e na segunda aventuras aquáticas que persistem em me perseguir. É isso mesmo! Mesmo longe daquela casinha que persistia em alagar, cá estou eu de novo à voltas à alagamentos, e à água, muita água (ainda bem que frequentei o Golfinho de Ouro na minha infância - senão não teríamos o relato nem do primeiro naufrágio).
Tudo começou com a nossa querida máquina de lavar, que mais parece um iceberg, que o digam os caras que fizeram a nossa mudança. Eu como a boaaaaaaaa dona de casa que sou coloquei a roupa suja pra lavar e lá fui eu me entreter com as minhas coisinhas: preparar aulas, ler, procurar artigos de primeira necessidade na internet, escutar música, falar com os amigos, fazer uns telefonemas, resolver um problemas... Enfim, até esquecer da roupa suja que tinha deixado para lavar.
Até que, de repente, não mais que de repente a campainha toca. Poxa, que estranho, fui lá ver qual era. O vizinho da frente, apontadno para o chão, e perguntando se vinha daqui de casa. No primeiro momento a ficha nem caiu, só vi a enorme rachadura no chão (eu tão lesada até achei que ele tava falando disso, e pensei, putz! mas isso deve vir do apartamento do lado, eles que estão reformando) e disse que ia dar uma olhada. Fui na cozinha dar uma conferida... e Plin, Plin! Putz! Tava tudo alagado! Já dava para nadar na área de serviço.
Não acredito! Vou desligar a máquina, mas a louca não para de jorrar água, tenho que ser radical e fechar o registro. Aff! Ó céus, ó vida! O jeito é arregaçar as mangas, ou melhor, a barra da calça e passar o rodo. Me dirijo ao corredor para falar com o vizinho. Tive ver o que os meus olhos definitivamente não queriam ver. Tinha água pra tudo quanto é lado, se perigar até invadindo os apartamentos alheios, sei que tinha água decendo escada abaixo, a situação tava feia. Ainda bem que moro no primeiro andar, imagina a água chegando a todos os moradores!
Então lá foi D. Flávia passar o rodo e dar um jeito na situação. Graças à alma bondosa da vizinha da frente, tive o reforço da moça que trabalha por lá, senão ficaria a tarde toda por conta de dar um fim naquele mar que saia por debaixo da minha porta. Passa o rodo aqui, passa o pano lá, torce o pano acolá, torna passar o rodo... E assim foi até mandar tudo garagem afora, secar tudo prédio adentro. Uff! O equivalente a uma semana de hidroginástica.
Doce ilusão de que tinha tudo acabado, mamãe chegou e a casa ainda estava alagada. E lá fomos nós, trabalhadoras braçais pra fuça para domar a força das águas. E mais rodo, mais pano e... Ufa! Tudo seco, tudo limpo, tudo lindo, e toda quebrada, toda molhada, toda arrasada. Mais um naufrágio, e mais uma vez sobrevivente euxaurida e com a leve impressão de que quando menos esperar essa saga vai me perseguir de novo. Força! Mas não sei... Sinto falta de alguma coisa nessa história... sei lá uma coisa assim bonita que se afoga...
Tudo começou com a nossa querida máquina de lavar, que mais parece um iceberg, que o digam os caras que fizeram a nossa mudança. Eu como a boaaaaaaaa dona de casa que sou coloquei a roupa suja pra lavar e lá fui eu me entreter com as minhas coisinhas: preparar aulas, ler, procurar artigos de primeira necessidade na internet, escutar música, falar com os amigos, fazer uns telefonemas, resolver um problemas... Enfim, até esquecer da roupa suja que tinha deixado para lavar.
Até que, de repente, não mais que de repente a campainha toca. Poxa, que estranho, fui lá ver qual era. O vizinho da frente, apontadno para o chão, e perguntando se vinha daqui de casa. No primeiro momento a ficha nem caiu, só vi a enorme rachadura no chão (eu tão lesada até achei que ele tava falando disso, e pensei, putz! mas isso deve vir do apartamento do lado, eles que estão reformando) e disse que ia dar uma olhada. Fui na cozinha dar uma conferida... e Plin, Plin! Putz! Tava tudo alagado! Já dava para nadar na área de serviço.
Não acredito! Vou desligar a máquina, mas a louca não para de jorrar água, tenho que ser radical e fechar o registro. Aff! Ó céus, ó vida! O jeito é arregaçar as mangas, ou melhor, a barra da calça e passar o rodo. Me dirijo ao corredor para falar com o vizinho. Tive ver o que os meus olhos definitivamente não queriam ver. Tinha água pra tudo quanto é lado, se perigar até invadindo os apartamentos alheios, sei que tinha água decendo escada abaixo, a situação tava feia. Ainda bem que moro no primeiro andar, imagina a água chegando a todos os moradores!
Então lá foi D. Flávia passar o rodo e dar um jeito na situação. Graças à alma bondosa da vizinha da frente, tive o reforço da moça que trabalha por lá, senão ficaria a tarde toda por conta de dar um fim naquele mar que saia por debaixo da minha porta. Passa o rodo aqui, passa o pano lá, torce o pano acolá, torna passar o rodo... E assim foi até mandar tudo garagem afora, secar tudo prédio adentro. Uff! O equivalente a uma semana de hidroginástica.
Doce ilusão de que tinha tudo acabado, mamãe chegou e a casa ainda estava alagada. E lá fomos nós, trabalhadoras braçais pra fuça para domar a força das águas. E mais rodo, mais pano e... Ufa! Tudo seco, tudo limpo, tudo lindo, e toda quebrada, toda molhada, toda arrasada. Mais um naufrágio, e mais uma vez sobrevivente euxaurida e com a leve impressão de que quando menos esperar essa saga vai me perseguir de novo. Força! Mas não sei... Sinto falta de alguma coisa nessa história... sei lá uma coisa assim bonita que se afoga...
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Reencontros
Esse fim de semana foi de reencontros. Muito bom ver e ter o tempo de conversar com amigos que fizeram parte do meu dia-a-dia por quatro anos e que depois, por motivos mil, acabaram se tornando lembranças, fotos, casos, risadas em conversas sobre o passado... Engraçado poder reviver a presença dessas pessoas, tirar da poeira os casos e as lembranças em comum. Mas muito mais engraçado é ver como tudo é tão diferente e ao mesmo tempo tão igual.
Num primeiro momento não preciso nem dizer que todo mundo comentou da minha mudança de visual. "Nossa! Tem tempos que vc adotou esse novo visual?". "É... não sei, acho que tem. Você ainda não tinha visto?". Esquisto ser vista de outra forma, de perceber que as pessoas notam como você está mudada. Mas ao mesmo tempo isso é ótimo, afinal lutei tanto para mudar...
Mas mais engraçado do que ver a reação das pessoas em relação a você, é perceber que os outros também mudaram muito. Um que nunca tinha colocado uma gota de álcool na boca, de repente (ou não tão de repente assim) vira um grande admirador da nossa querida cachacinha. Outro que sempre foi um cara meio conservador (ainda mais em se tratando de uma turma de comunicação da Fafich) acaba saindo da comunicação se bandeando para o Direito (o que já foi uma grande surpresa, já que ele sempre odiou os tais calouros do Direito) e para a confusão de geral acaba adotando um visual faficheiro (isso mesmo ele se torna faficheiro depois de deixar o ninho e ir para o Direito, quem entende?). Ninguém consegue beber tantas cervejas como antigamente... Umas emagrecem, outras engoradam, outras ficam solteiras, outras ficam namorando, outras mudam de namorado, e ninguém fica na mesma.
Mas ao mesmo tempo tudo é o mesmo. São as mesmas pessoas, é o mesmo carinho que temos um pelos outros, é a mesma conversa solta, é a mesma cumplicidade, é o forró com os melhores parceiros, é aquele cara sempre bebado, é mesmo cara sempre no mesmo sofá. Enfim, é como se de repente revivéssemos o passado com uma nova roupagem. Ai, como gostaria de reviver os anos da faculdade com essa nova "roupagem". Como isso não é possível... que venham mais encontros.
Num primeiro momento não preciso nem dizer que todo mundo comentou da minha mudança de visual. "Nossa! Tem tempos que vc adotou esse novo visual?". "É... não sei, acho que tem. Você ainda não tinha visto?". Esquisto ser vista de outra forma, de perceber que as pessoas notam como você está mudada. Mas ao mesmo tempo isso é ótimo, afinal lutei tanto para mudar...
Mas mais engraçado do que ver a reação das pessoas em relação a você, é perceber que os outros também mudaram muito. Um que nunca tinha colocado uma gota de álcool na boca, de repente (ou não tão de repente assim) vira um grande admirador da nossa querida cachacinha. Outro que sempre foi um cara meio conservador (ainda mais em se tratando de uma turma de comunicação da Fafich) acaba saindo da comunicação se bandeando para o Direito (o que já foi uma grande surpresa, já que ele sempre odiou os tais calouros do Direito) e para a confusão de geral acaba adotando um visual faficheiro (isso mesmo ele se torna faficheiro depois de deixar o ninho e ir para o Direito, quem entende?). Ninguém consegue beber tantas cervejas como antigamente... Umas emagrecem, outras engoradam, outras ficam solteiras, outras ficam namorando, outras mudam de namorado, e ninguém fica na mesma.
Mas ao mesmo tempo tudo é o mesmo. São as mesmas pessoas, é o mesmo carinho que temos um pelos outros, é a mesma conversa solta, é a mesma cumplicidade, é o forró com os melhores parceiros, é aquele cara sempre bebado, é mesmo cara sempre no mesmo sofá. Enfim, é como se de repente revivéssemos o passado com uma nova roupagem. Ai, como gostaria de reviver os anos da faculdade com essa nova "roupagem". Como isso não é possível... que venham mais encontros.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Para a chuva
Em pleno verão e aqui estou de blusa de frio, curtindo (bom essa não seria a palavra certa, talvez algo como aturando seria melhor) a chuva na janela, o tempo feio, melancólico, daqueles que só dá vontade de deitar, ver filmes tristes, e comer até explodir. É dureza, mas é isso o que esse clima faz em mim. Podia ficar com vontade de sair, tomar chuva, sei lá limpar a alma, sujar o corpo, ser livre. Mas não é nada disso, o “bom” senso fala mais alto e a melancolia toma conta de mim.
É meus queridos, veio a chuva e ela acabou levando um pouco (ou muito) da minha empolgação e das minhas esperanças de ano novo. Então chuva faça um favor para mim, que já estou na pior. Pára de chover de uma vez por todas, antes que você acabe de levar o que ainda me resta: um fiapo de esperança, um cadim de otimismo, uma pitada de fé no futuro, e uma vontade enorme e louca de viver intensamente.
É meus queridos, veio a chuva e ela acabou levando um pouco (ou muito) da minha empolgação e das minhas esperanças de ano novo. Então chuva faça um favor para mim, que já estou na pior. Pára de chover de uma vez por todas, antes que você acabe de levar o que ainda me resta: um fiapo de esperança, um cadim de otimismo, uma pitada de fé no futuro, e uma vontade enorme e louca de viver intensamente.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Castelos de areia
Começo esse post sem saber onde vou parar, que caminhos pecorrei, que pensamentos defenderei, que desabafos farei. Segunda chuvosa, sem muito o que fazer no trabalho, o que me resta a fazer além de pensar na vida? Bom, acho que não muita coisa, se estivesse em casa provavelmente iria arrumar umas gavetas, organizar algumas velharias. Enfim, então cá estou eu, mais uma vez, a pensar na vida.
O que se passa pela minha cabeça? Um milhão de coisas, velhas certezas, castelos que mau se construiram e já desabam, preocupações com a vida dos outros, e com a minha também, é claro! Das minhas certezas, nem preciso dizer delas, já são tão recorrentes, que essas vocês já sabem de cor.
Agora, dos novos castelos que caem... Bom, daí o assunto complica. O problema é que às vezes sou meio radical em certos assuntos. Igual no post passado, quando disse que não falaria de amor. Não sei se é isso mesmo ou se é apenas uma forma de fugir de um assunto que não me agrada, que na verdade, me cansou. Cansei dessa baboseira de "paixonite", cansei de ficar suspirando, cansei de esperar por uma coisa que nunca acontece, cansei de acreditar. Então fico sem saber se realmente mudei minha atitude em relação a esse assunto, ou é apenas coisa de uma garota cansada que precisa tomar um folego, esfriar a cabeça, pensar em um milhão de outras coisas (afinal, já perdi tempo demais esquentando a minha cabeça com os tais assuntos do coração). Não sei o que acontece... Mas espero, de verdade, conseguir deixar o tal do "amor" um pouco de lado, me concentrar em outras coisas, me divertir sem preocupações, enfim, ficar tranquila comigo mesma. Acho que é disso que eu preciso, de tranquilidade, para encontrar o meu caminho.
As preocupações? Essas são muitas, as que dizem respeito a mim, vocês também já conhecem porque eu não canso de dizê-las aqui. Mas agora o que me aflinge são outras coisas. Me preocupo com o rumo que toma a vida de algumas pessoas que eu amo muito. Me identifico com algumas situações e temo que as pessoas sofram muito por uma coisa que não vale a pena. Fico angustiada de não poder abrir os olhos delas, de dizer: olha, eu sei o que você está passando, eu já fiz esse caminho, por favor, não chegue ao extremo, rompa com isso logo de uma vez. Mas é vão! Eu sei, melhor do que ninguém, que às vezes é necessário que cheguemos ao extremos para conseguirmos, finalmente, rompermos. O que fazer? Só me resta ficar atenta, dar suporte, e tentar não me angustiar tentando o impossível: fazer que os amigos não sofram, naquela velha ilusão de tentar protegê-los. Mas que mané proteger! Proteger não é não deixar o outro sofrer, pois sem isso ele não é capaz de aprender. Proteger, é deixar que ele viva o que tem que ser vivido (inclusive o sofrimento) e cabe a nós apenas a nossa presença (silenciosa ou não - no meu caso ela costuma ser bem barulhenta rs).
O que se passa pela minha cabeça? Um milhão de coisas, velhas certezas, castelos que mau se construiram e já desabam, preocupações com a vida dos outros, e com a minha também, é claro! Das minhas certezas, nem preciso dizer delas, já são tão recorrentes, que essas vocês já sabem de cor.
Agora, dos novos castelos que caem... Bom, daí o assunto complica. O problema é que às vezes sou meio radical em certos assuntos. Igual no post passado, quando disse que não falaria de amor. Não sei se é isso mesmo ou se é apenas uma forma de fugir de um assunto que não me agrada, que na verdade, me cansou. Cansei dessa baboseira de "paixonite", cansei de ficar suspirando, cansei de esperar por uma coisa que nunca acontece, cansei de acreditar. Então fico sem saber se realmente mudei minha atitude em relação a esse assunto, ou é apenas coisa de uma garota cansada que precisa tomar um folego, esfriar a cabeça, pensar em um milhão de outras coisas (afinal, já perdi tempo demais esquentando a minha cabeça com os tais assuntos do coração). Não sei o que acontece... Mas espero, de verdade, conseguir deixar o tal do "amor" um pouco de lado, me concentrar em outras coisas, me divertir sem preocupações, enfim, ficar tranquila comigo mesma. Acho que é disso que eu preciso, de tranquilidade, para encontrar o meu caminho.
As preocupações? Essas são muitas, as que dizem respeito a mim, vocês também já conhecem porque eu não canso de dizê-las aqui. Mas agora o que me aflinge são outras coisas. Me preocupo com o rumo que toma a vida de algumas pessoas que eu amo muito. Me identifico com algumas situações e temo que as pessoas sofram muito por uma coisa que não vale a pena. Fico angustiada de não poder abrir os olhos delas, de dizer: olha, eu sei o que você está passando, eu já fiz esse caminho, por favor, não chegue ao extremo, rompa com isso logo de uma vez. Mas é vão! Eu sei, melhor do que ninguém, que às vezes é necessário que cheguemos ao extremos para conseguirmos, finalmente, rompermos. O que fazer? Só me resta ficar atenta, dar suporte, e tentar não me angustiar tentando o impossível: fazer que os amigos não sofram, naquela velha ilusão de tentar protegê-los. Mas que mané proteger! Proteger não é não deixar o outro sofrer, pois sem isso ele não é capaz de aprender. Proteger, é deixar que ele viva o que tem que ser vivido (inclusive o sofrimento) e cabe a nós apenas a nossa presença (silenciosa ou não - no meu caso ela costuma ser bem barulhenta rs).
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Amor: shhhhhhhhhhhh
"Não vou falar mais falar de amor, de dor, de coração, de ilusão". Meta ousada essa, né? Mas é isso mesmo. Não chega a ser um esforço parar de falar nessas coisas. Até acho que é por isso mesmo que meu blog anda meio parado. Afinal, se não falo mais de amor, de dor, de coração, de ilusão do que falarei em um blog cujo nome é Esvazia a Alma? É... acho que cheguei num ponto crucial. Ao reler os últimos post penso nisso. De repente foi uma falta de assunto, é como se eu estivesse vazia, é como se finalmente eu vestisse a alcunha de coração gelado que já me deram há muito tempo.
É queridos leitores, se é que vocês ainda existem (se existirem se manifestem, ainda que anonimamente, nesse post) acho que cheguei em uma encruzilhada. Voltar a falar de amor e cia e me pegar a escrever megas post emotivos acho que não será o caso. Não deixo de fazer isso como opção, mas como uma circunstância da minha vida. Não sei explicar mas meu caminho vai me distanciando, a cada dia mais, dos tais assuntos do coração. Não, isso não significa que eu não goste mais, que eu não estou aberta a amar de novo. Isso significa, apenas, que levo as coisas de uma maneira mais tranquila agora. Minhas prioridades estão longe de ser minha vida amorosa. O que quero para mim nesse momento, o que me aflige, é dar um rumo na minha vida profissional, é conseguir a tão sonhada idependencia finaceira, é, enfim, ter o meu cantinho, sair do ninho (em definitivo dessa vez). Depois disso, sempre tenho como prioridade estar perto dos meus amigos. Com isso já me sinto feliz, repleta, se rolar um amor bem, se não rolar estou bem do jeito que estou. E por incrível que pareça não digo isso da boca para fora só porque estou sozinha e tenho que parecer bem com isso. Digo do fundo do coração, claro que às vezes me bate aquela carência e uma vontade louca de ter um namorado pertinho para dar aquele mega abraço, dormir no colinho, e dar aquele beijo cumplice. Mas é uma vontade que dá e passa, nesses dias escuto uma musiquinha boa, desabafo com alguns amigos, às vezes chego até relembrar o passado. Mas logo passa e volto ser a garota tranquila com sua falta de relacionamentos amorosos mais sério.
Às vezes chego até pensar que não conseguiria mais namorar. Mas isso é pura bobagem. É certo que não consigo mais namorar só por namorar, só para não estar sozinha. Isso não, eu tenho uma vida muito boa e feliz mesmo sendo "sozinha". O certo é que falar de amor para mim agora não será mais falar de dor, de ilusão. Se um dia eu voltar a falar de amor será para dizer de amizade, cumplicidade, dessas coisas que só grandes amores-amigos são capazes de proporcionar. Enfim, não vou mais falar de amor, o que eu quero é "movimento, é o vento, é voar... voar".
É queridos leitores, se é que vocês ainda existem (se existirem se manifestem, ainda que anonimamente, nesse post) acho que cheguei em uma encruzilhada. Voltar a falar de amor e cia e me pegar a escrever megas post emotivos acho que não será o caso. Não deixo de fazer isso como opção, mas como uma circunstância da minha vida. Não sei explicar mas meu caminho vai me distanciando, a cada dia mais, dos tais assuntos do coração. Não, isso não significa que eu não goste mais, que eu não estou aberta a amar de novo. Isso significa, apenas, que levo as coisas de uma maneira mais tranquila agora. Minhas prioridades estão longe de ser minha vida amorosa. O que quero para mim nesse momento, o que me aflige, é dar um rumo na minha vida profissional, é conseguir a tão sonhada idependencia finaceira, é, enfim, ter o meu cantinho, sair do ninho (em definitivo dessa vez). Depois disso, sempre tenho como prioridade estar perto dos meus amigos. Com isso já me sinto feliz, repleta, se rolar um amor bem, se não rolar estou bem do jeito que estou. E por incrível que pareça não digo isso da boca para fora só porque estou sozinha e tenho que parecer bem com isso. Digo do fundo do coração, claro que às vezes me bate aquela carência e uma vontade louca de ter um namorado pertinho para dar aquele mega abraço, dormir no colinho, e dar aquele beijo cumplice. Mas é uma vontade que dá e passa, nesses dias escuto uma musiquinha boa, desabafo com alguns amigos, às vezes chego até relembrar o passado. Mas logo passa e volto ser a garota tranquila com sua falta de relacionamentos amorosos mais sério.
Às vezes chego até pensar que não conseguiria mais namorar. Mas isso é pura bobagem. É certo que não consigo mais namorar só por namorar, só para não estar sozinha. Isso não, eu tenho uma vida muito boa e feliz mesmo sendo "sozinha". O certo é que falar de amor para mim agora não será mais falar de dor, de ilusão. Se um dia eu voltar a falar de amor será para dizer de amizade, cumplicidade, dessas coisas que só grandes amores-amigos são capazes de proporcionar. Enfim, não vou mais falar de amor, o que eu quero é "movimento, é o vento, é voar... voar".
domingo, 6 de janeiro de 2008
De repente ...
2008 chegou e aquela energia que estava quase no fim se renova, renovam-se as esperanças, e tudo parece revestir-se com um novo ar. E como foi o meu ano novo tirando todo esse blá, blá, blá? Melhor impossível. Estava com minhas amigas queridas do coração, com uma turma super bacana, num lugar massa, com festa até dizer chega. Posso dizer que foi um verdadeiro descarrego, foram dias de tanta festa, tantos causos, tantas farras, tantas risadas, que todo o peso, toda a preocupação, todas caraminholas se desvaneceram. E para onde eles foram? Ainda não sei...Não deu tempo para encontrá-los ainda, por enquanto só deu tempo de começar a me recuperar das boas-vindas de 2008.
Não sei, mas algo me diz que as preocupações olvidadas, as caraminholas não se foram junto com 2007. De certas forma lá estão elas escondidas no animo novo, meio travestidas nas esperanças de um ano melhor.
É estranho pensar que uma convenção, como a virada de ano, tem essa capacidade de transformar as coisas. O que é rugas, preocupação, medo se transformam em leveza, esperança, planos. Agora só resta saber até quando dura essa metamorfose.
Não sei, mas algo me diz que as preocupações olvidadas, as caraminholas não se foram junto com 2007. De certas forma lá estão elas escondidas no animo novo, meio travestidas nas esperanças de um ano melhor.
É estranho pensar que uma convenção, como a virada de ano, tem essa capacidade de transformar as coisas. O que é rugas, preocupação, medo se transformam em leveza, esperança, planos. Agora só resta saber até quando dura essa metamorfose.
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