
Ontem, domingo mais tedioso e mais demorado do que o normal. Estou irritadiça, cansada, de saco cheio. Na tv só se fala no caso Isabela, já não posso mais! Contrariando minha falta de sono me recolho ao meu quarto. Numa última tentativa antes de ficar rolando na cama, resolvo ver se alguma coisa no Canal Brasil salva essa noite domingueira. E que sorte a minha, já ia começar a sessão “Cone Sur”, ainda bem não sei se agüentaria um filme nacional, filme argentino inédito (para mim), melhor ainda.
Começo a ver o filme sem a menor idéia do que se trata e de onde ele vai me levar. Melhor assim, sem expectativas, sem frustração, tudo uma grande surpresa. E assim vai o Vagón me levando para o sub mundo de Buenos Aires, contando a história de um garoto de programa e de uma jovem, Reni, que já está farta de sua vida.
Não sei dizer ao certo se gostei ou não do filme, arrisco a dizer que gostei. Mas não posso deixar de dizer que ele mexeu comigo, de uma forma estranha que nada tem a ver com gostar ou não gostar. Não digo que fiquei angustiada com as cenas que revelam o sub mundo bonaerense, o sexo no caixa eletrônico, o ménage (se bem que essa cena mexeu comigo, não pela cena em si, mas pela a expressão de Reni). O que mexeu comigo, ainda não sei explicar que sensação experimentei, foi aquela menina cansada de sua vida, foi aquela banheira que pouco a pouco se tornava rubra, as coisas que ela disse, os sonhos que ela tem. É a identificação com essa jovem que também quer ser uma serpente, mas não que passa de um coelho.
Começo a ver o filme sem a menor idéia do que se trata e de onde ele vai me levar. Melhor assim, sem expectativas, sem frustração, tudo uma grande surpresa. E assim vai o Vagón me levando para o sub mundo de Buenos Aires, contando a história de um garoto de programa e de uma jovem, Reni, que já está farta de sua vida.
Não sei dizer ao certo se gostei ou não do filme, arrisco a dizer que gostei. Mas não posso deixar de dizer que ele mexeu comigo, de uma forma estranha que nada tem a ver com gostar ou não gostar. Não digo que fiquei angustiada com as cenas que revelam o sub mundo bonaerense, o sexo no caixa eletrônico, o ménage (se bem que essa cena mexeu comigo, não pela cena em si, mas pela a expressão de Reni). O que mexeu comigo, ainda não sei explicar que sensação experimentei, foi aquela menina cansada de sua vida, foi aquela banheira que pouco a pouco se tornava rubra, as coisas que ela disse, os sonhos que ela tem. É a identificação com essa jovem que também quer ser uma serpente, mas não que passa de um coelho.
O filme acabou e eu fiquei em cólicas (literalmente, não me agüentava dentro do meu corpo, parecia que eu precisava expelir, urgentemente, algo). Já não podia dormir. Sentia-me sufocada em meu quarto, em mim. “Estás solo y ya no puedes dormir. ¿A quién vas a contar tus pesadillas?”.