Começo esse post sem saber onde vou parar, que caminhos pecorrei, que pensamentos defenderei, que desabafos farei. Segunda chuvosa, sem muito o que fazer no trabalho, o que me resta a fazer além de pensar na vida? Bom, acho que não muita coisa, se estivesse em casa provavelmente iria arrumar umas gavetas, organizar algumas velharias. Enfim, então cá estou eu, mais uma vez, a pensar na vida.
O que se passa pela minha cabeça? Um milhão de coisas, velhas certezas, castelos que mau se construiram e já desabam, preocupações com a vida dos outros, e com a minha também, é claro! Das minhas certezas, nem preciso dizer delas, já são tão recorrentes, que essas vocês já sabem de cor.
Agora, dos novos castelos que caem... Bom, daí o assunto complica. O problema é que às vezes sou meio radical em certos assuntos. Igual no post passado, quando disse que não falaria de amor. Não sei se é isso mesmo ou se é apenas uma forma de fugir de um assunto que não me agrada, que na verdade, me cansou. Cansei dessa baboseira de "paixonite", cansei de ficar suspirando, cansei de esperar por uma coisa que nunca acontece, cansei de acreditar. Então fico sem saber se realmente mudei minha atitude em relação a esse assunto, ou é apenas coisa de uma garota cansada que precisa tomar um folego, esfriar a cabeça, pensar em um milhão de outras coisas (afinal, já perdi tempo demais esquentando a minha cabeça com os tais assuntos do coração). Não sei o que acontece... Mas espero, de verdade, conseguir deixar o tal do "amor" um pouco de lado, me concentrar em outras coisas, me divertir sem preocupações, enfim, ficar tranquila comigo mesma. Acho que é disso que eu preciso, de tranquilidade, para encontrar o meu caminho.
As preocupações? Essas são muitas, as que dizem respeito a mim, vocês também já conhecem porque eu não canso de dizê-las aqui. Mas agora o que me aflinge são outras coisas. Me preocupo com o rumo que toma a vida de algumas pessoas que eu amo muito. Me identifico com algumas situações e temo que as pessoas sofram muito por uma coisa que não vale a pena. Fico angustiada de não poder abrir os olhos delas, de dizer: olha, eu sei o que você está passando, eu já fiz esse caminho, por favor, não chegue ao extremo, rompa com isso logo de uma vez. Mas é vão! Eu sei, melhor do que ninguém, que às vezes é necessário que cheguemos ao extremos para conseguirmos, finalmente, rompermos. O que fazer? Só me resta ficar atenta, dar suporte, e tentar não me angustiar tentando o impossível: fazer que os amigos não sofram, naquela velha ilusão de tentar protegê-los. Mas que mané proteger! Proteger não é não deixar o outro sofrer, pois sem isso ele não é capaz de aprender. Proteger, é deixar que ele viva o que tem que ser vivido (inclusive o sofrimento) e cabe a nós apenas a nossa presença (silenciosa ou não - no meu caso ela costuma ser bem barulhenta rs).
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