sábado, 8 de março de 2008

Ser mulher é...

Ser mulher é... uma infinidade de possibilidades. Mas com certeza a melhor coisa do mundo.
Nesse dia internacional da mulher quero compartilhar com vocês a maravilha e os perrengues de ser (ou pelo menos tentar ser) essa mulher do século XXI. Mas, afinal o que é ser essa mulher? Uma vez descrevi a uma grande amiga dizendo que ela é a típica mulher do século XXI: firme, decidida, que sabe o que quer, que corre atrás, que vai à luta, que conquista seu espaço, que não tem medo do que os outros pensam, que segue o coração, que vive intensamente, que chora quando acha que as coisas não estão dando certo, que precisa de colo de vez enquando, que dá a volta por cima depois de um mega tombo, que é cheia de contradições. É isso e muito mais. É carregar dentro de si um milhão de contradições: ser forte na profissão, determinada para conquistar o que se deseja, e ao mesmo tempo ser uma manteiga derretida quando apaixonada; é ser independente, firme e ao mesmo tempo frágil, sensível; saber o que quer em vários aspectos, e não ter idéia de que atitude tomar, que roupa vestir.
Não é fácil carregar dentro de si um mundo de contradições. Afinal, a mulher do século XXI é essa que pegou as caracteríticas que antes eram tidas como do sexo oposto (afinal, para fazer frente a eles e conquistarmos nosso espaço o mundo nos exige, força, firmeza, racionalidade, segurança) e fez com que elas convivessem com o que acham que é típico nosso (desde que o mundo é mundo as pessoas dizem que mulheres são seres sensíveis, passionais, intuitivas). Se já não era fácil conviver com esses opostos quando cada um habitava sexos distintos, imagina agora que eles habitam o mesmo corpo? Eu digo por mim. É duro, é difícil, é complicado. Às vezes acho que não vou dar conta, que explodirei com tanta confusão. Como posso dar conta de conviver com sentimentos tão distintos ao mesmo tempo? Não é nada fácil defender a sua independencia, acreditar que pode-se ser muito feliz não vivendo um amor romântico, e, ao mesmo tempo, ficar morrendo de vontade de viver uma comédia romântica, de querer alguém para ser seu cobertor de orelha, seu confidente, com quem se vê os filmes que você adora, toma vinho e tem uma boa conversa. É complicado querer construir uma carreira, ter que se dedicar de corpo e alma a uma profissão, e também querer construir uma família, ter seus filhos, pessoinhas que temos que dedicar muito mais do que nosso corpo e alma, mas nosso amor, nosso coração, nosso tempo, nossa paciência, nosso TUDO.
Não é fácil. Mas é maravilhoso ter isso tudo dentro da gente, de poder construir um mundo muito particular, muito complexo, muito gostoso. E que criatura na face da terra não se admira ao ter diante de si uma dessas mulheres do século XXI?

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