Essa semana em conversa com uma amiga sobre relacionamentos, tema predileto da conversação feminina, ela me disse que se sentia frustrada que podia parecer besta, mas que ela no fundo sonhava viver em um conto de fadas. Na hora respondi que todo mundo sonhava viver um sonho de fadas, ter seu happy end para todo o sempre. Acrescentei que há muito eu já não sonhava viver um conto de fadas, que a minha vida estava mais para um Sexy and the city. Fiquei pensando nisso e em outras conversas que tive, uma também essa semana, e outra há alguns bom anos.
Primeiro sobre o conto de fadas. Bom, não sei bem quando passei a não querer-los como objetivo de vida. Fato é que nos meus 15 anos queria ser a Cinderela, e que mais recentemente fui comparada à Branca de Neve. Mas no fundo já faz tempo que não quero um conto de fadas. Porquê? Sei lá, acho que é mais interessante viver várias coisas, vários amores, do que simplesmente sofrer, sofrer, sofrer e depois como uma compensação encontrar um príncipe assim bonitinho, e sem muita personalidade (já perceberam que nada sabemos dos príncipes, além de que eles, apaixonados, salvaram a amada? Nem sabemos se eles roncam, se foram mulherengos, se são inteligentes, se gostam de poesia...) nos fazem “felizes para sempre”. Não, não acho que seja possível ser feliz para sempre assim algo tão raso.
Homens, tolos que são, sempre acreditam que nosso objetivo final é sim encontrar o príncipe encantado e ser feliz para sempre. Por causa disso, um ex numa briga, eu tentando terminar um namoro de dois anos, me disse que eu tinha a ilusão de que a vida era uma novela do Manuel Carlos. E tudo isso porquê? Só porque eu queria mais para mim, queria ser feliz, queria sair de um relacionamento que já não me acrescentava em nada, queria sair e ver o mundo, queria sair do comodismo, e queria voar... Ele não entendia que ter aquele tipo de relacionamento, o happy end para muitos, não era para mim. Ele achava que eu queria ser uma heroína, jogar o amor fora, sofrer e lutar para tê-lo de volta, para aí sim ter meu happy end. Mas não era nada disso. Nem contos de fadas, nem novela de Manoel Carlos, a vida é mais do que isso, pelo menos a vida que eu quero para mim.
E o que é então? Bom, continuando com as analogias que comecei, acho que a vida, pelo menos a minha, está mais para Sexy and the city do que para as outras opções acima mencionadas. Além de ser mais verossímil, há nela muito do que realmente somos. Se um dia estamos super felizes com um amor ou com um trabalho, pode ser que no episódio seguinte aquilo já não se encaixe ao que queremos. As pessoas, as relações, tudo muda a cada instante. Como o que é um happy end hoje pode continuar sendo amanhã? Não há nisso uma grande falha?
Por isso sigo pensando que contos de fadas e novelas são uma grande furada. Afinal, quem nos contou o pós? Quem garante que existe mesmo um “felizes para sempre”? Eu, sinceramente, não acredito. Prefiro continuar vivendo um dia de cada vez, com as intempéries, as mudanças, as surpresas. Afinal, como eu disse a um amigo essa semana, me sinto igual a Carrie. Uma mulher “selvagem”, livre, que precisa do seu lado de uma pessoa, assim como ela, que corra livre ao seu lado, e não que queira doma-la. Enfim, com quem se poda viver um encontro casual a cada dia. Mas isso é tema para outro post...
Primeiro sobre o conto de fadas. Bom, não sei bem quando passei a não querer-los como objetivo de vida. Fato é que nos meus 15 anos queria ser a Cinderela, e que mais recentemente fui comparada à Branca de Neve. Mas no fundo já faz tempo que não quero um conto de fadas. Porquê? Sei lá, acho que é mais interessante viver várias coisas, vários amores, do que simplesmente sofrer, sofrer, sofrer e depois como uma compensação encontrar um príncipe assim bonitinho, e sem muita personalidade (já perceberam que nada sabemos dos príncipes, além de que eles, apaixonados, salvaram a amada? Nem sabemos se eles roncam, se foram mulherengos, se são inteligentes, se gostam de poesia...) nos fazem “felizes para sempre”. Não, não acho que seja possível ser feliz para sempre assim algo tão raso.
Homens, tolos que são, sempre acreditam que nosso objetivo final é sim encontrar o príncipe encantado e ser feliz para sempre. Por causa disso, um ex numa briga, eu tentando terminar um namoro de dois anos, me disse que eu tinha a ilusão de que a vida era uma novela do Manuel Carlos. E tudo isso porquê? Só porque eu queria mais para mim, queria ser feliz, queria sair de um relacionamento que já não me acrescentava em nada, queria sair e ver o mundo, queria sair do comodismo, e queria voar... Ele não entendia que ter aquele tipo de relacionamento, o happy end para muitos, não era para mim. Ele achava que eu queria ser uma heroína, jogar o amor fora, sofrer e lutar para tê-lo de volta, para aí sim ter meu happy end. Mas não era nada disso. Nem contos de fadas, nem novela de Manoel Carlos, a vida é mais do que isso, pelo menos a vida que eu quero para mim.
E o que é então? Bom, continuando com as analogias que comecei, acho que a vida, pelo menos a minha, está mais para Sexy and the city do que para as outras opções acima mencionadas. Além de ser mais verossímil, há nela muito do que realmente somos. Se um dia estamos super felizes com um amor ou com um trabalho, pode ser que no episódio seguinte aquilo já não se encaixe ao que queremos. As pessoas, as relações, tudo muda a cada instante. Como o que é um happy end hoje pode continuar sendo amanhã? Não há nisso uma grande falha?
Por isso sigo pensando que contos de fadas e novelas são uma grande furada. Afinal, quem nos contou o pós? Quem garante que existe mesmo um “felizes para sempre”? Eu, sinceramente, não acredito. Prefiro continuar vivendo um dia de cada vez, com as intempéries, as mudanças, as surpresas. Afinal, como eu disse a um amigo essa semana, me sinto igual a Carrie. Uma mulher “selvagem”, livre, que precisa do seu lado de uma pessoa, assim como ela, que corra livre ao seu lado, e não que queira doma-la. Enfim, com quem se poda viver um encontro casual a cada dia. Mas isso é tema para outro post...
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