sexta-feira, 27 de junho de 2008

Minas

Final de semana passado viajei a trabalho. Viagem de trem para o Vale do Rio Doce. Viagem bonita cheia de sensações. O trem seguindo o seu trilho, o lindo mar de morros das Gerais passando pela janela com o vagar que ela merece. Durante todo o trajeto eu só pensava, isso merece um belo post no blog, já que não tenho aqui comigo uma máquina fotográfica para compartilhar o que os meus olhos de mineira apaixonada por sua terra viram. Muitas coisas passaram pela minha cabeça durante o trajeto sobre a mineiridade, o trem, o ferro, Carlos Drummond, essa Minas que se impregna na gente. Pensei comigo, ao me deparar com a Minas que passava sem pressa pela janela, “agora entendo porque mineiro vai de trem”. O trem me deixou numa estação vazia, abandonada quase, só poeira e a sensação de uma viagem no tempo. Não, não tinha viajado no tempo, era a Minas que não conhecia, essa sim anda devagar, muito diferente do ritmo meio frenético belo horizontino ao qual me acostumei. Sensação muito agradável de ter a oportunidade e os olhos muito abertos e sedentos de ver essa nova Minas. Bom sentir-se livre, vida com gosto de pé-de-moleque, na frente o horizonte azul e repleto de montanhas, e no peito a inesquecível sensação dos apaixonados. É, o mineiro pode até deixar Minas, mas Minas nunca sai da gente. Assim que me sinto, a cada dia há uma Minas mais forte dentro de mim. A cada trem, a cada pé-de-moleque, a cada pão de queijo, a cada cafezinho com broa, a cada poema de Drummond, a cada olhar à Serra do Curral, a cada uai, me embebedo apaixonadamente dessa deliciosa Minas Gerais.

Nenhum comentário: