Ontem me lembrei de um episódio que me aconteceu há vários anos (uns três ou quatro....) Na época estava começando a namorar e recebi um telefonema para lá de esquisito e misterioso. Tocou o telefone, na época eu ainda morava no apartamento da Capelinha, e quando atendo, ouço um violão e uma voz lá no fundo cantando: "Não me queixo, eu não soube te amar. Mas não deixo de querer conquistar uma coisa qualquer em você. O que será?" Sim, foi só esse trecho da música Eclipse Oculto do Caetano que, o moço misterioso, cantou para mim (?) ao telefone. Nada mais, nem mesmo respondeu à minha insistência em dizer quem era, apenas cantou, ficou em silencio ouvindo meus insistentes pedidos de revelar sua identidade (tenho certeza que hesitou e preferiu ficar no anonimato) até que desligou o telefone.
Pode ser que aquele telefonema nem fosse para mim, pode ter sido engano, trote, vai saber? O fato é que nada me tira da cabeça de que sim, que aquele telefonema surreal era para mim. Fiquei "encucada" com aquela história durante semanas, pensei, pensei, mas não consegui descobrir o autor de tal telefonema. Com isso acabei me esquecendo dessa história, quando ontem, não sei o porquê (a cabeça da gente funciona de tal maneira que não conseguimos entender), essa história surgiu novamente e tão fresca que consigo, até, me recordar daquela voz ao telefone.
Hoje vejo que só mesmo um homem para dizer essas coisas. Que mulher no mundo diria ao homem que ama que não soube amá-lo, e se resignar que o amor dela não é para ele? Sejamos realistas, NENHUMA. Para nós mulheres não existe amor "errado", afinal quer amor melhor do que o nosso amor sincero? Além disso, não somos do tipo resignadas (eu pelo menos não faço nem um pouco esse tipo), daquelas que se conformam e dizem: não, eu não faço bem para ele, meu amor está fazendo mal. Que mané fazendo mal! Como uma pessoa pode ficar melhor, mais feliz longe de quem se ama e de quem é amado? Isso, para nós, está fora de cogitação, é uma missão impossível. Românticas e insistentes que somos, acreditamos, piamente, na tese de que o amor pode dar certo, e damos quantas chances forem necessárias para que isso aconteça (pode ser que não aconteça nunca, mas bobas que somos sempre temos uma esperança).
Já com os homens... Daí a história é completamente diferente. Por mais absurdo que nos pareça, eles são realmente capazes de dizer que amam, mas que não podem seguir adiante. Num primeiro instante é como se eles estivessem falando grego, depois, analisando melhor a situação, a gente logo pensa: "_ Que cachorro! Ele fala isso de desculpa esfarrapada, se me amasse de verdade estaria comigo, daria mais uma chance para o nosso amor. Aposto de que o safado já está é enrabichado por outra (aposto que é aquela baranga horrorosa, o que ele viu nela?). Aquele cretino... ele realmente não merece o meu amor". Só num terceiro momento (muuuuuuito tempo depois) é que podemos cogitar a hipótese da sinceridade do sujeito. Afinal, homens são seres extremamente racionais e, sim, eles sempre optam pelo caminho mais fácil. No pensamento deles é melhor poupar sofrimento ao invés de investir no amor (eitha sentimento que dá trabalho).
É triste? Muito. Mas enfim... mulheres e homens pensam e agem de forma muito diferente. Mas é aí que está o encanto da coisa: encontrar o amor que seja resistente a tantas diferenças e que apesar das tentativas do eu não sei te amar sigam firmes e sempre querendo conquistar alguma coisa qualquer... E assim sigo eu, ouvindo, às vezes não tão poeticamente, os versos do Caetano uma, duas, três...
Pode ser que aquele telefonema nem fosse para mim, pode ter sido engano, trote, vai saber? O fato é que nada me tira da cabeça de que sim, que aquele telefonema surreal era para mim. Fiquei "encucada" com aquela história durante semanas, pensei, pensei, mas não consegui descobrir o autor de tal telefonema. Com isso acabei me esquecendo dessa história, quando ontem, não sei o porquê (a cabeça da gente funciona de tal maneira que não conseguimos entender), essa história surgiu novamente e tão fresca que consigo, até, me recordar daquela voz ao telefone.
Hoje vejo que só mesmo um homem para dizer essas coisas. Que mulher no mundo diria ao homem que ama que não soube amá-lo, e se resignar que o amor dela não é para ele? Sejamos realistas, NENHUMA. Para nós mulheres não existe amor "errado", afinal quer amor melhor do que o nosso amor sincero? Além disso, não somos do tipo resignadas (eu pelo menos não faço nem um pouco esse tipo), daquelas que se conformam e dizem: não, eu não faço bem para ele, meu amor está fazendo mal. Que mané fazendo mal! Como uma pessoa pode ficar melhor, mais feliz longe de quem se ama e de quem é amado? Isso, para nós, está fora de cogitação, é uma missão impossível. Românticas e insistentes que somos, acreditamos, piamente, na tese de que o amor pode dar certo, e damos quantas chances forem necessárias para que isso aconteça (pode ser que não aconteça nunca, mas bobas que somos sempre temos uma esperança).
Já com os homens... Daí a história é completamente diferente. Por mais absurdo que nos pareça, eles são realmente capazes de dizer que amam, mas que não podem seguir adiante. Num primeiro instante é como se eles estivessem falando grego, depois, analisando melhor a situação, a gente logo pensa: "_ Que cachorro! Ele fala isso de desculpa esfarrapada, se me amasse de verdade estaria comigo, daria mais uma chance para o nosso amor. Aposto de que o safado já está é enrabichado por outra (aposto que é aquela baranga horrorosa, o que ele viu nela?). Aquele cretino... ele realmente não merece o meu amor". Só num terceiro momento (muuuuuuito tempo depois) é que podemos cogitar a hipótese da sinceridade do sujeito. Afinal, homens são seres extremamente racionais e, sim, eles sempre optam pelo caminho mais fácil. No pensamento deles é melhor poupar sofrimento ao invés de investir no amor (eitha sentimento que dá trabalho).
É triste? Muito. Mas enfim... mulheres e homens pensam e agem de forma muito diferente. Mas é aí que está o encanto da coisa: encontrar o amor que seja resistente a tantas diferenças e que apesar das tentativas do eu não sei te amar sigam firmes e sempre querendo conquistar alguma coisa qualquer... E assim sigo eu, ouvindo, às vezes não tão poeticamente, os versos do Caetano uma, duas, três...
3 comentários:
É Flávia...é difícil entender e aceitar essas diferenças, que por vezes são tão grandes, que parece que o casal está falando em línguas diferentes...
Beijos
Cristina
Vai entender os homens...Que dificuldade!Tem hora que d� vontade de desistir deles...
O medo que eles t�m do sofrimento � uma coisa impressionante!
Enfim,vms levando e convivendo com as diferen�as!Beijos,
Tia Paula
bom comeco
Postar um comentário