Leio com calma os textos até então publicados aqui e tem algo muito estranho. Tudo tão desperançoso, tudo tão cinza, tudo tão "dor de cutuvelo". Afinal, onde está aquela menina alegre, "colorida", que fala de tudo? Onde foi parar aquela mocinha bem humorada, que sempre tem um bom "causo" para contar, que não se veste de preto e nem de cores tristes porque não batem com seu astral? Cadê aquela menina que vive no mundo da lua? Onde estão as histórias bacanas, engraçadas e divertidas do Flavinha no Mundo da Lua?
Não sei... É muito esquisito ler esses textos e não ver neles o meu lado divertido, alegre, engraçado, colorido. Sinto uma terrrível sensação ao ver que aqui está meu lado mais triste, mais cinza (ai como eu odeio a falta de cor), mais desiludida. Ah, nem! Tudo bem que tudo que escrevi é totalmente verdade (para mim), e reflete bem o meu estado de espírito nos últimos tempos. Mas cansei (mais uma vez)! Chega de lamentações, chega de falar mau dos homens (vou tentar, mas acho muito difícil), chega de esperar o príncipe encantado (agora estou esperando um Sherek mesmo rs), chega de humor ácido (voltemos ao humor leve e despretencioso), chega de tristeza. Afinal, "a sorrir eu pretendo levar a vida, pois chorando eu vi a mocidade perdida".
O motivo da mudança repentina? Bom, foi mais ou menos assim... (senta que lá vem a história). No feriado fizemos a saída dos "abandonados" (nome, infeliz, que eu dei aos meus companheiros de saídas no feriadão. Abandonados que nada! Estávamos super bem acompanhados, melhor (quase) impossível!). As saídas foram ótimas, mas não posso deixar de esconder que cada um levava sua lamentação, e esta, claro está, tinha a ver com o seu abandono. Daí no sábado comentei com a minha irmã que iria me encontrar de novo com a mesma turma, e ela, estranhando perguntou:
- A mesma?
- Sim, somos os abandonados, vamos nos encontrar de novo.
- Abandonados??? Porque?
Expliquei a ela os motivos dos abandonos dos meus companheiros, mas não soube explicar o meu abandono. No que ela replicou?
- Mas você não está abandonada. Está sozinha por que quer.
No que eu olhei para ela com aquela cara de "será?". E respondi, não muito convicta:
- É... pode até ser. Mas o fato que eu não abandono meus amigos, e lá vou eu fazer companhia a eles, afinal somos solidários e não nos abandonamos (risos).
Já abandonando a idéia de sermos o grupo "abandonado", li uma matéria sobre as novas solteiras e o seu lema: "solteira sim, sozinha jamé!". Acho que me inspirei, e resolvi abandonar essa fase cinzenta e com dor de cutuvelo. Resolvi voltar às histórias engraçadas e bem humoradas, dessas que não tem muita pretensão de dar lição de vida em ninguém (afinal, quem sou eu, né?). O lema agora é: Solteira sim, não tenho problema algum com isso. Em busca do amor? Não exatamente (afinal, tenho uma vaga idéia de onde ele se esconde), em procura da felicidade, isso sim! Afinal, são nesses momentos fugazes onde se "esconde" aquela garota divertida, alegre, engraçada e colorida.
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2 comentários:
Ô Flávia,
Já que você tem uma vaga idéia onde o amor se esconde, que tal tentar achá-lo?
Beijos
Cristina
Ai mamis....
Eu sei onde anda o amor, mas não é hora (ainda) de encontrá-lo. Agora o momento é dele me encontrar...
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