sexta-feira, 2 de maio de 2008

Ser o outro

Na vida da gente sempre acontecem coisas que nos fazem parar para pensar um momento e, quem sabe, nos fazem mudar de rumo. Hoje recebi uma notícia triste e que mexeu bastante comigo. Uma amiga contou que o Pexe, um cara de 20 e poucos anos, que morou na mesma casa que eu em Córdoba só que nos segundo semestre de 2006 (eu estive por lá no primeiro semestre daquele ano) havia morrido esses dias de câncer. Apesar de não o ter conhecido pessoalmente, fiquei chocada e bem triste. Afinal, ele era grande amigo do Ricardo (esse sim um big hermano) e já tinha ouvido muito casos dos dois e das suas aventuras em terras gaúchas. E sempre tive uma visão dele, como sendo assim como o Ricardo, um moleque cheio de vida, super alegre e divertido. Putz! Difícil pensar que um jovem de 20 e poucos anos (acho que ele era mais novo que eu), recém formado tenha ido assim, ainda com um futuro todo pela frente.
Foi um banho de água fria. E o que eu tenho feito da minha vida? A vida é realmente muito curta. Fico aqui reclamando, fico entediada, às vezes, acho que tudo está errado, que está tudo ruim. Mas que isso! É preciso que certas coisas aconteçam para que a gente perceba que cada dia é um milagre, e que ao invés de ficarmos aqui reclamando, e falando que podia ser assim e não assado, temos que “apenas” viver. E viver cada instante plenamente, desfrutar o máximo cada coisinha, cada amizade, cada presença, cada saudade, cada sorriso, cada palavra, tudo, tudinho até a “última gota”. É preciso lambuzar-se de vida, e ainda assim parece que sempre restará a sensação que nunca é o suficiente.
E olhem só que coisa. Com essa notícia do Pexe não pude deixar de pensar “e se fosse comigo? E se eu morresse amanhã? O que ficaria? O que eu deixaria? Quantas coisas ainda por fazer, tanta vida ainda para viver”. E ainda absorta nesses pensamentos vou preparando minhas aulas de espanhol quando me deparo com um texto que, putz, (é isso!) fala disso de se colocar no lugar do outro. Nada que eu fale aqui vai conseguir explicar, então cliquem por aqui e leiam o texto Ser el outro. Ele foi publicado no blog do Xavier L., um cara que está internado numa clínica psiquiátrica uma história impressionante.
Bom, e por aqui vou ficando, voltando à minha vida com muita gana de ser feliz.

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