Fim de tarde, um viaduto de grades vermelhas a percorrer e, num céu ainda azul, vejo ao longe algo que não acredito que seja a lua tão grande e redonda quase a tocar a serra. Nossa, penso, que lua! Sigo meu caminho sem conseguir desviar dela, estava hipnotizada. No momento seguinte, balanço a cabeça e penso, não, não é possível que ela seja real, deve ser uma parabólica moderna ou, quem sabe, um disco voador. É, é mais provável que seja isso mesmo. Descrente, me desfaço da hipnose e sigo meu caminho, olhando, o trem, as pessoas, a vida que passa pelo meu caminho.
Nenhum transeunte tira dos meus olhos aquela visão (é que sou do tipo que anda pelas ruas reparando e observando a diversidade humana). Mesmo com o olhar móvel, a imagem permanece fixa em mim. Logo, surgem os pensamentos, aqueles que insistem em surgir quando me deparo com uma lua cheia. Putz, penso, de novo?!
Fujo deles, por mais que eles sejam muito mais fortes que eu. Ocupo-me com mil coisas, para não me ver, de novo, com os mesmos pensamentos, as mesmas ações. Em vão, dia seguinte e lá está ela de novo deslumbrante no céu da cidade. É, penso, realmente não era uma antena ou um disco voador... Faço uma força tremenda e aos trancos e barrancos desvio o pensamento que insiste em vir.Terceira noite, e lá vem a danada de novo. Ela busca meu olhar, e dessa vez, não há como resistir. Bingo! Lá estou eu, mais uma vez, submersa em imagens e sensações. Lua cheia, janelas azuis, rede, quintal, gato, música, entrelaces...
Nenhum transeunte tira dos meus olhos aquela visão (é que sou do tipo que anda pelas ruas reparando e observando a diversidade humana). Mesmo com o olhar móvel, a imagem permanece fixa em mim. Logo, surgem os pensamentos, aqueles que insistem em surgir quando me deparo com uma lua cheia. Putz, penso, de novo?!
Fujo deles, por mais que eles sejam muito mais fortes que eu. Ocupo-me com mil coisas, para não me ver, de novo, com os mesmos pensamentos, as mesmas ações. Em vão, dia seguinte e lá está ela de novo deslumbrante no céu da cidade. É, penso, realmente não era uma antena ou um disco voador... Faço uma força tremenda e aos trancos e barrancos desvio o pensamento que insiste em vir.Terceira noite, e lá vem a danada de novo. Ela busca meu olhar, e dessa vez, não há como resistir. Bingo! Lá estou eu, mais uma vez, submersa em imagens e sensações. Lua cheia, janelas azuis, rede, quintal, gato, música, entrelaces...
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