Pois é, queridos leitores, andei meio sumida, né? Mas é que ando trabalhando feito louca, só na “sofreção” resolvendo milhões de coisas, chegando em casa tarde, mega cansada, mas super satisfeita também. Daí chegou o feriadão e minha companheira de balada, que também tem trabalhado feito louca nos últimos tempos, pega e me chama para ir na fazenda da família dela para descansar um pouco. Proposta irrecusável, né? Tudo o que eu queria na vida, ficar tranqüila, tomando sol, comendo, bebendo, conversando e rindo. Assim lá fomos nós passar uns diazinhos no campo recuperando as energias.
Já na ida é claro que a Nick tinha que zoar com a minha cara (senão não seria a minha amiga Nick). Desde muito tempo a D. Nicolle já falou que eu era prima da Paris Hilton, os porquês é uma história meio longa que não cabe aqui, mas façam suas suposições, talvez elas façam sentido. Tendo isso em vista, a Nick já falou que eu, como a prima pobre da Paris Hilton, ia viver meu dia de Simple Life (para quem não sabe o que é isso, se trata do reality show estrelado pela Paris Hilton em que ela vai pro campo e paga os maiores micos com a frescuragem dela). Bom faz o maior sentido essa história do Simple Life comigo, apesar de não ser patricinha até a última raiz do cabelo, sou típica garota de cidade grande, com alergias de tudo quanto é mosquito, com medo de cavalo, com nojo desses bicho do mato, uma tristeza.
Chegamos na fazenda na quinta a noite, fazenda super legal, bem bacana mesmo, daí estamos naquele esquemão delicioso de conversa solta na mesa da cozinha, bebendo uma cerveja estupidamente gelada (com um calor infernal), e comendo até. Daí a Nick vai para o banheiro e de repente chega a louca deseperada.
“- Ai! Que tem uma perereca horrorosa, preta, no banheiro.” Nisso a Maura pega e fala com ela.
“- Então vai no banheiro de fora.”
Logo chega a Nick de volta.
“- Impossível, no banheiro lá de fora está a mãe da outra perereca. Um trem horroroso enorme”.
“- Uai! Então vamos pegar a perereca e jogar ela pra fora”.
Nesse diálogo só fiquei acompanhando caladinha e pensando “nós, como assim? Eu? Caçar perereca? Se eu ver esse trem eu saio correndo”. E lá fomos nós à caça na perereca, nós é bondade fiquei meio de lado só observando tudo e dando apoio moral e reforçando os gritos a cada vez que a perereca dava um pulo. Até que a Nick teve uma idéia brilhante: entontecer a inimiga com Baygon, assim a gente conseguiria capturar a maldita. Só não esperávamos que com o Baygon a Nick ficasse mais tonta que a perereca. Trem de louco. Depois de uma luta contra a bicha, esmaga de cá, esmaga de lá, Baygon aqui, Baygon ali, gritos e mais gritos, e finalmente conseguimos capturar a danada. E, aí sim, pude cumprir o meu papel: abri a porta para a Maura jogar a bicha fora, e não é que ela ainda saiu pulando.
É... depois de tanta emoção, até fui dormir para dar conta dessa vida campestre.
Dia seguinte, passeio na fazenda, ver as vacas, ir no rio, comer amora do pé (essa foi a melhor parte), pegar coisas na horta, comer pé de moleque, comer broa.... Ai, ai! Comilança e bebelança... Oooo vida ruim.
De noite fomos fazer uma visita a uma prima da Nick que mora na cidade perto da fazenda. Estrada de terra, conversa de interior, (o trem bão). Na volta não é que nos deparamos com um tatu no meio da estrada. Isso mesmo tatu, daqueles com casco e tudo. “-Flávia! Olha isso é tatu, viu? Aposto que você nunca viu!” (sorriso amarelo) “- Nunca vi mesmo não!” (Ainda bem que estamos no carro, senão ia sair correndo rs).
Chegamos de novo na fazenda, ritual da cozinha, comendo, bebendo, escutando música (sertaneja, é claro), e contando “causo”. Quando de repente, não mais que de repente, pousa na cozinha um inseto não identificado, segundo a descrição da Nick trata-se, certamente, de uma “mutação genética, um bicho metade besouro, metade lagartixa”. Enfim, vocês já podem imaginar, né? Nesse momento é claro que eu corri para bem longe até que alguém conseguisse retirar o bicho do recinto.Grande aventura, que terminou com o vôo de duas seriemas no meio da estrada quando estávamos voltando para a civilização. Muito útil a ida ao campo, relaxante, com várias descobertas biológicas. O único trem ruim foram os dois quilos que ganhei com a comilança, bão demais da conta, sô! Que venham mais idas à fazenda, que já vou arrumar uma academia por aqui, é só o começo do reality.
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2 comentários:
Querida Fla,
kkkkkkkkkkkk.....
Tô até com dor de barriga de tanto rir do "Simple Life"... Se a família Cardoso Mesquita estivesse presente, essa gritaria seria muuuuuito maior.
Bjim, Lulu
Ô Flávia
Eu tô lembrando da minha mocidade...
Aparecia uma barata lá em casa e era aquela gritaria da mulherada!
A corajosa era a dona Juju dando vassourada !
Beijos
Cristina
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