O caso “todo mundo nu” chocou, fez rir, assustou ou foi indiferente a muitos que estiveram, ou não, na abertura do forumdoc.bh.2007. O fato é que o ocorrido tão inesperado, na verdade nem tanto (afinal, nada é surpresa quando se trata de “faficheiros” da gema) daria um ótimo post aqui no blog. Afinal, todo mundo, querendo ou não, tem uma veiazinha sensacionalista que adora esse tipo de histórias. Mas antes que vocês fiquem imaginando coisas. Não, nem todo mundo ficou nu, na verdade nu mesmo só houve um, o resto foi só boa música, e um dia de muito trabalho e um “cadim” de diversão.
Ao contrário do que diria a lógica “normal”, não vou contar o caso com seus pormenores, aumentado e floreando o caso, como é típico da minha pessoa. Sei que vocês devem estar se perguntando porque não farei isso. É simples, o caso não me marcou, não fiquei surpresa, não fiquei chocada, não fiquei nada, na verdade para mim nem fez diferença o ocorrido. Mas então, porque diabos, estou mencionando isso aqui, se não é nada disso que quero dizer a vocês?
Bom essa resposta não é nada simples. Mas é que hoje estou com um sentimento que não consigo explicar. Depois de assistir sozinha um filme no cinema, e começar a voltar caminhando sozinha para casa, só me deu vontade de andar, andar, andar, andar, fechar os olhos, sentir a brisa batendo no rosto e no cabelo e ir... E não tomar o caminho de casa, só queria seguir andando sem rumo, sem destino, sem causa, meio Forest Gump. E eu ia andando, andando, e de repente a estranha e maravilhosa sensação de que eu já não era mais eu, que tinha acabado de me tornar uma estranha...
Mas ao invés de seguir andando sem destino, voltei a ser eu de novo e segui o caminho de casa. Afinal, eu ainda não tomei a coragem, invejável, de me despir de mim.
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